Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Clínica improvisada não tinha condições mínimas de higiene e polícia não descarta a aplicação de PMMA nas clientes
Michelly Perez - 15/04/2025 • 09:05
Foto: PCMS
Uma mulher de 31 anos foi presa ontem (14), na Vila Piratininga, em Campo Grande após ter sido monitorada pelas equipes da Polícia Civil. Ela é acusada de exercer ilegalmente a medicina, expor a saúde de terceiros a risco, induzir consumidores a erro e vender produtos impróprios para o consumo.
No local insalubre, foram apreendidos agulhas, ácidos e substâncias proibidas no Brasil, como o Lipostabil, utilizado ilegalmente para fins de emagrecimento. A Vigilância Sanitária lacrou o estabelecimento. A suspeita é de que a acusada estaria aplicando ácido botulínico, ácido hialurônico e, possivelmente, PMMA – substância de uso restrito e altamente perigosa.
Além disso, para dificultar a sua localização, a polícia confirmou que a mulher mudava a cada três meses de endereço. Ela também deve responder por descarte irregular de materiais contaminantes, como agulhas usadas, colocando em risco os profissionais da coleta de lixo.
Segundo a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo – DECON , os preços cobrados pelos procedimentos levantaram a suspeita de hiperdiluição dos produtos, prática que compromete ainda mais a segurança dos pacientes. No entanto, durante a ação, foram localizadas notas fiscais dos insumos, o que afastou, por ora, a hipótese de furto. A mulher foi conduzida à delegacia e deve passar por audiência de custódia.
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