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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

O fim de uma era: Orelhões dão adeus definitivo às ruas brasileiras até 2028

Símbolo das calçadas e palco de muitos "Passa o cartão!", os telefones públicos vão virar peça de museu.

Michelly Perez - 21/01/2026 • 09:02

Foto: reprodução- Agência Brasil

Sabe aquele barulhinho de ficha caindo ou a tensão de ver os créditos do cartão acabando no meio de um “eu te amo” (ou de uma DR)? Pois é, pode preparar o coração: os orelhões estão com os dias contados. Segundo a Anatel, os últimos 30 mil terminais que ainda resistem bravamente em solo brasileiro serão aposentados até o final de 2028.

Houve um tempo em que você não dava dois passos sem encontrar uma dessas “conchas” coloridas. No auge, o Brasil chegou a ter 1,5 milhão de orelhões. Eles foram lançados em 1972 com aquele design icônico da arquiteta Chu Ming Silveira e viraram parte da nossa paisagem urbana.

Mas o mundo girou, o celular chegou e o orelhão ficou ali, meio esquecido, servindo mais como abrigo de chuva ou “outdoor” de anúncio de vidente do que para fazer ligação. Com o fim dos contratos de concessão em 2025, as empresas de telefonia ganharam o sinal verde para começar o desligamento geral.

Por que eles ainda existem?

Você deve estar se perguntando: “Mas ainda tem alguém que usa isso?”. A resposta é: por necessidade, sim. Cerca de 9 mil aparelhos vão continuar ativos por mais um tempo apenas em locais onde o sinal de celular (4G) ainda não chega.

As empresas (como Oi, Vivo e Claro) agora têm uma nova missão. Em vez de consertar fone de orelhão vandalizado, elas terão que investir em:

  • Levar fibra óptica para cidades do interior;

  • Instalar antenas 4G onde não tem sinal;

  • Conectar escolas públicas e construir data centers.

Memórias de um cartão telefônico

Para quem nasceu depois dos anos 2000, o orelhão é quase um objeto decorativo. Mas para quem viveu os anos 80 e 90, ele traz um filme na cabeça:

  • O colecionismo: Quem nunca guardou aqueles cartões telefônicos com estampas de animais, cidades ou datas históricas?

  • O “a cobrar”: A frase clássica “Diga seu nome e a cidade de onde está falando” para completar aquela chamada a cobrar para a mãe buscar você na escola.

  • A fila: Sim, existia fila para usar o telefone na rua, e sempre tinha alguém “alugando” o aparelho enquanto o de trás ficava bufando.

O cronograma da despedida

A Oi, que ainda é a “dona” da maioria dos orelhões (cerca de 6,7 mil), vai mantê-los até o prazo final. Já a Vivo, Algar e Claro devem desligar quase todos os seus ainda este ano. No Paraná, os aparelhos da Sercomtel também aguardam o ajuste final para serem removidos.

E você? Qual a sua maior lembrança com um orelhão? Aquela ligação escondida ou o desespero de achar um que estivesse funcionando numa emergência? Mande para a Revista A Foto!

Tags: Anatel, chamadas, Orelhões,