Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Ambulância travada, bueiros entupido e o campo-grandense refém de uma infraestrutura que desaba a cada temporal
Michelly Perez - 20/02/2026 • 08:27
Foto: Revista A Foto
Bastaram apenas 40 minutos de chuva nesta quinta-feira (19) para que Campo Grande voltasse a exibir uma face que o morador conhece bem — e detesta. O cenário não foi de uma “Cidade Morena”, mas de uma cidade submersa.
Nesse sentido, o Lago do Amor voltou a transbordar, interditando a Avenida Senador Filinto Müller. Contudo, a cena mais emblemática do descaso foi registrada na Avenida Costa e Silva, onde uma ambulância do Samu ficou ilhada em frente à UFMS, impotente diante da força da água.
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Além disso, o transtorno se espalhou por outras regiões. Na Avenida Guaicurus, motociclistas precisaram subir no canteiro central para não perderem seus veículos para a enxurrada. Já na Avenida Rachel de Queiroz, o asfalto — que muitos moradores definem como uma “colcha de retalhos” — sumiu sob o volume de água.
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Portanto, a pergunta que fica é: onde está o retorno do alto IPTU pago pelo cidadão? Enquanto as bocas de lobo seguem entupidas e as ruas remendadas cedem a cada temporal, o campo-grandense assiste ao mesmo filme repetido, ano após ano.
Por outro lado, o prejuízo não foi apenas no asfalto. No Bairro Amambaí, a Rua Juruena precisou ser interditada pela Agetran devido à queda de uma árvore de grande porte. No Bairro Itanhangá, a força da chuva abriu um novo buraco na Rua Chaadi Scaff, somando-se à cratera que parece não ter fim.
Dessa forma, o volume registrado pelo meteorologista Natálio Abrahão explica o susto: 51,6 mm na região do Lago do Amor e quase 40 mm na Costa e Silva. Contudo, o volume de chuva não justifica a falta de drenagem em pontos crônicos da capital.
No entanto, o pior pode não ter passado. O Inmet emitiu dois novos alertas para esta sexta-feira. O primeiro, de nível laranja, prevê chuvas de até 100 mm/dia e ventos de até 100 km/h, com alto risco de alagamentos e queda de energia.Já o segundo, de nível amarelo, indica chuvas de até 50 mm/dia. Em resumo, a orientação é de cuidado redobrado.
Para o morador, fica o medo de sair de casa e o desabafo: até quando a Capital das Oportunidades será a Capital do Alagamento?
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