Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Após 30 anos, eles serão cremados e transformados em árvores em memorial inédito em Guarulhos
Michelly Perez - 23/02/2026 • 07:02
Foto: reprodução-internet
Quase 30 anos depois do acidente que chocou o Brasil, os restos mortais dos cinco integrantes do Mamonas Assassinas vão passar por um processo inédito de exumação e homenagem. Nesta segunda-feira (23), as famílias autorizaram a exumação e cremação dos músicos — Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli — que será seguida de um projeto especial: transformar as cinzas em adubo para o plantio de cinco árvores.
O memorial será feito no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde todos moravam, e conta com urnas biodegradáveis desenvolvidas especialmente para acomodar as cinzas junto a sementes de árvores. As espécies escolhidas podem ser ipê amarelo, jacarandá ou sibipiruna.
Após o plantio, as mudas ficam no Centro de Incubação BioParque, onde serão monitoradas até o momento de irem para o local definitivo. O memorial terá uma plataforma digital onde fãs e familiares poderão registrar fotos, mensagens e lembranças, mantendo viva a memória do grupo.
A tragédia que marcou a música brasileira aconteceu em 2 de março de 1996, quando o avião que transportava os Mamonas Assassinas caiu, matando os cinco músicos, o piloto, o copiloto, um segurança e um auxiliar. Com essa homenagem, os fãs vão poder lembrar da banda de um jeito diferente: a cada nova árvore que crescer, uma parte da história dos Mamonas continuará viva.
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