Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Pai de família descreve experiência em meio ao caos e preparo diante do sismo de 7,6 na escala de magnitude que assolou a região de Ishikawa
Da redação - 03/01/2024 • 21:08
Terremoto/Arquivo pessoal
Morando há 8 anos no Japão, John Bodin, enfrentou momentos de terror ao lado da família na província de Ishikawa, no primeiro dia do ano, quando um terremoto de magnitude 7,6 abalou a área, resultando na morte de 57 pessoas e gerando uma série de tremores contínuos.

John e filhos/arquivo pessoal
Em entrevista a revista A FOTO MS, Bodin descreve a violência do abalo sísmico que, apesar de não ter causado danos à sua residência, deixou sua família assustada e pronta para agir diante da possibilidade de um tsunami, alerta imediatamente emitido após o tremor.
“Estava em casa no segundo andar com minha filha quando começou a vibrar. Eu já estou acostumado com os tremores, mas esse foi diferente. Jogou a gente no chão como bonecos. Minha filha de 5 anos chorava desesperadamente”, descreve Bodin.
O alerta de evacuação por conta do possível tsunami acionou a família para agir rapidamente, preparando documentos e dirigindo-se a áreas mais elevadas, fugindo do mar e seguindo para as montanhas em meio ao caos das ruas congestionadas. “Fomos para a região das montanhas em busca de mais informações. No caminho, todo mundo estava desesperado, era uma fuga rápida sem sinal vermelho.”
Apesar de habituados a situações de emergência, Bodin destaca a diferença deste terremoto grave, que mobilizou até os japoneses mais acostumados com abalos sísmicos. “Até o povo japonês, que geralmente não sai às ruas nessas situações, estava nas ruas, muitos perdidos.”
Agora, a família aguarda atualizações da defesa civil, atentos aos possíveis novos tremores. “Estamos preparados caso precisemos sair de casa com emergência.”