Mato Grosso do Sul encerrou a safra de soja 2025/2026 com desempenho acima das projeções iniciais, segundo balanço divulgado pela Aprosoja/MS em parceria com o Sistema Famasul e a Semadesc. A produtividade média estadual chegou a 60,40 sacas por hectare, enquanto a produção total atingiu 16,744 milhões de toneladas.
O resultado representa crescimento em relação ao ciclo anterior, quando o Estado registrou média de 51,79 sacas por hectare e produção de 14,060 milhões de toneladas. A área cultivada também avançou, somando 4,620 milhões de hectares, alta de 2,1% frente à safra 2024/2025.
Apesar do aumento na produção, técnicos apontam que o ciclo indica desaceleração no ritmo de expansão da cultura no Estado, com menor crescimento de área e maior dependência de ganhos de produtividade.
Entre as regiões, o norte apresentou o melhor desempenho, com média de 68,01 sacas por hectare e participação de 18,4% na produção estadual. Já a região sul concentrou 60,8% da área cultivada, com produtividade média de 59,20 sacas por hectare, enquanto a região central registrou 58,17 sacas por hectare.
No ranking municipal de produtividade, Alcinópolis liderou com média de 81,85 sacas por hectare, seguido por Costa Rica, Chapadão do Sul e Três Lagoas. Já em volume produzido, o destaque foi Ponta Porã, que se consolidou como o maior produtor de soja do Estado, com mais de 1,46 milhão de toneladas colhidas. Maracaju e Sidrolândia aparecem na sequência.
O ciclo agrícola foi marcado por forte instabilidade climática. A estiagem no início do plantio e novamente em janeiro de 2026, somada às altas temperaturas, afetou o potencial produtivo em parte das lavouras, especialmente no sul do Estado. A recuperação das chuvas entre fevereiro e março contribuiu para a reta final da colheita, concluída em maio.