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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Exposição fotográfica revela a diversidade religiosa de Campo Grande

Projeto da faculdade fez Glenda mergulhar na fé e espiritualidade para uma entrega sensacional

Da redação - 20/02/2024 • 12:00

Exposição fotográfica/Glenda Rodrigues

O projeto para uma matéria da faculdade levou a acadêmica de jornalismo Glenda Rodrigues Oliveira para uma rica experiência de fé e espiritualidade em Campo Grande. Para conduzir sua exposição fotográfica, ela passou por 10 diferentes locais, conhecendo seus espaços e suas religiões.

Guiada pela disciplina de prática em reportagem fotográfica ministrada pelo professor Silvio da Costa Pereira, Glenda embarcou em uma missão de descoberta cultural e espiritual que a levaria a explorar os recantos mais sagrados e profundos da cidade.

A primeira foto foi tirada no dia 30 de setembro de 2023, no terreiro de Candomblé da mãe de Santo Nair D’Oyá, onde as batidas dos tambores ecoam pela terra, ecoando os ritmos ancestrais da África. Entre os cânticos e danças rituais, Glenda encontrou uma comunidade unida pela devoção aos orixás e aos antepassados, capturando em suas fotografias a energia pulsante e a reverência à natureza que permeia cada celebração.

Da atmosfera enérgica do Candomblé, Glenda partiu para a tranquilidade e contemplação do templo budista Namben Honganji de Campo Grande, um oásis de serenidade no coração da cidade. Lá, entre estátuas de Buda e a fragrância suave de incenso, ela testemunhou os devotos em meditação silenciosa, capturando a beleza serena e a harmonia espiritual que permeiam o budismo.

Proseguindo em sua jornada, Glenda mergulhou na rica tradição do judaísmo, encontrando-se em um local particular onde uma reza celebrada por Laura Seligman revelou a profunda conexão espiritual da comunidade judaica de Campo Grande. Com sua câmera, Glenda capturou os momentos de devoção e união, iluminando os rostos dos participantes com a luz da fé.

A próxima parada foi na mesquita Luz da Fé, onde a comunidade muçulmana de Campo Grande se reúne para orações e celebrações. Entre os tapetes e as delicadas inscrições árabes, Glenda testemunhou a reverência e o respeito dos fiéis enquanto se inclinavam em direção à Meca, capturando a beleza e a serenidade da fé islâmica.

Glenda Rodrigues

Seguindo adiante em sua jornada, Glenda explorou as tradições da umbanda em locais como o Templo de Umbanda Fé, Amor e Caridade, a Casa de Caridade Dona Tida e a Tenda de Umbanda Arco-íris. Lá, ela testemunhou os rituais coloridos e vibrantes, onde os médiuns incorporavam entidades espirituais e os fiéis buscavam orientação e cura espiritual.

A jornada de Glenda também a levou a conhecer a comunidade evangélica da Congregação Cristã no Brasil, onde os fiéis se reuniram em adoração e louvor, enchendo o espaço sagrado com cânticos de fé e devoção. Entre os bancos de madeira e os vitrais coloridos, Glenda capturou a energia contagiante e a paixão espiritual que permeiam o cristianismo evangélico.

Explorando ainda mais as tradições religiosas de Campo Grande, Glenda visitou a Igreja Estrela Dourada, onde a comunidade praticante do Santo Daime se reúne para cerimônias sagradas e momentos de conexão espiritual. Entre os cânticos e o aroma da ayahuasca, Glenda testemunhou a profunda reverência e o respeito pela natureza que caracterizam essa tradição espiritual.

Encerrando sua jornada, Glenda encontrou inspiração e reflexão na Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, onde a comunidade católica se reúne para celebrar sua fé e devoção. Entre as velas acesas e as imagens sagradas, Glenda testemunhou a comunhão e a solidariedade dos fiéis, capturando a beleza e a serenidade da tradição católica.

Ao longo de sua jornada fotográfica, Glenda não apenas captou imagens impressionantes, mas também abriu espaço para diálogo e reflexão sobre a diversidade religiosa e a importância do respeito mútuo entre as diferentes crenças. Seu trabalho, intitulado “Religiões: a fé e a espiritualidade do campo-grandense”, é um testemunho do poder da fotografia como meio de expressão e conexão cultural, convidando os espectadores a explorar as riquezas espirituais que moldam a identidade da cidade de Campo Grande.

“Fotografei e entrevistei dirigentes e membros ou visitantes, em áudio, vídeo ou apenas conversando muito com vários deles. Quando eu não entendia o ritual ou os símbolos, ou me surgiam dúvidas enquanto eu editava as fotos, eu mandava minhas dúvidas para os dirigentes das casas me explicarem os significados”, conta a revista.

Depois de muito trabalho e conhecimento, Glenda se dedicou a criação da exposição e montagem da mesma. A exposição estreou no dia 30 de novembro de 2023. No dia seguinte, ela começou a ser exposta de segunda a sexta, exceto feriados.

“O prazo final foi prorrogado findaria em 31 de janeiro para 31 de março de 2024, especialmente para dar oportunidade a quem estava viajando e às escolas de visitarem a exposição”.

Conheça os 10 lugares que deram vida a exposição de Glenda:

1. Judaísmo: local particular, registrei reza celebrada por Laura Seligman (@laura.seligman)
2. Puja: local particular, registrei ritual celebrado por Viviane Freitas (@vivianemsfreitas)
3. Espiritismo: Centro Espírita Casa de Scheilla (@casadescheilla)
4. Santo Daime: Igreja Estrela Dourada (@estrela.dourada.cefli com apoio do dirigente Dagô)
5. Umbanda: Templo de Umbanda Fé, Amor e Caridade (@tufacms), Casa de Caridade Dona Tida (@ccdt_cg com apoio de Pai Juan de Xangô e Mãe Alexandre de Oyá) e Tenda de Umbanda Arco-íris (@tenda.arcoiris com apoio de Mãe Luara)
6. Candomblé: Ilé Oyá Orírí Àse Aladó com apoio de Mãe Nair de Oyá
7. Catolicismo: Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida (@paroquiaaparecidacg com apoio de Lilian)
8. Islamismo: Mesquita Luz da Fé (@mesquitaluzdafe com apoio de Kadija Akra )
9. Evangélicos: Congregação Cristã no Brasil (Central)
10. Templo Budista Nambei Honganji (@nambeihonganjicgr )

Exposição: Religiões: a fé e a espiritualidade do campo-grandense

Data e horário da exposição: Até 31/03/2024, de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, exceto feriados.

Endereço: Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, 2º andar, Centro, Campo Grande-MS