Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Proposta é a de sanar os problemas e não permitir que pacientes fiquem à mercê do setor privado
Michelly Perez - 20/02/2025 • 10:20
Foto: divulgação
A saúde de Campo Grande é alvo de diversas propostas apresentadas por vereadores em busca de soluções para o serviço que é um dos líderes de reclamações entre a população. Contra a proposta de privatização apontada pelo vereador Rafael Tavares (PL), o vereador Landmark Rios (PT), cita que entregar a gestão das unidades para a iniciativa privada não será a solução, tendo como exemplo, cidades no país que adotaram o sistema.
O vereador Rafael Tavares protocolou um projeto de lei que ameaça a saúde pública aqui de Campo Grande. A privatização do serviço público da saúde aqui em Campo Grande. Isso não é a solução. A saúde do nosso povo não pode ser capacho do capital. Do contrário, teremos retrocesso, pois nosso país é exemplo no mundo no que tange ao sucesso do SUS.”, disse Landmark.
Conforme já noticiado em outras ocasiões pela Revista A Foto nas unidades de saúde faltam desde medicamentos, até cadeiras de rodas para o transporte dos pacientes. Um exemplo é a UPA do bairro Universitário, onde o banheiro feminino está interditado, pacientes reclamam da sujeira e entram em desespero com o descaso (relembre)
“Precisamos pensar é na ampliação desse serviço e soluções para os problemas existentes, como demora no atendimento e longas filas para cirurgia, mas esse é um debate que requer maturidade do legislador, por isso nosso mandato vai buscar esse caminho e não entregar a nossa saúde nas mãos de empresas que vão mirar lucro ao invés da vida”, finalizou Landmark.
Usuários do SUS que buscarem atendimento nas unidades de saúde de Campo Grande irão se deparar com um cartaz do Ministério Público de Mato Grosso do Sul solicitando que o serviço seja avaliado. Basta abrir um QR Code com a câmera do celular e, por meio de um formulário, detalhar se o serviço buscado na unidade foi realizado, se a infraestrutura era adequada, qual o tempo de espera, entre outras informações.
A iniciativa faz parte do projeto “O MPMS quer te ouvir”, desenvolvido pela 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, com o objetivo de identificar as melhorias necessárias para o atendimento de saúde da Capital, sob a ótica dos usuários.
A Promotora de Justiça Daniella Costa explica que a assessoria técnica da Promotoria já realiza vistorias periódicas nas unidades de saúde, que servem para subsidiar o trabalho de acompanhamento da qualidade dos serviços prestados pelo SUS.
“Agora, com o projeto ‘O MPMS quer te ouvir’, a nossa atuação estará ainda mais próxima do cidadão, porque obteremos informações enviadas diretamente pelos usuários. Queremos saber como a população avalia o atendimento, o que funciona bem e o que precisa ser melhorado”, explica a Promotora de Justiça, que é titular da 32ª Promotoria, especializada na área da saúde.
Os cartazes do MPMS que direcionam para os formulários já começaram a ser fixados, e estão disponíveis em cerca de 60% das unidades de saúde da capital. Até a próxima semana, todas as 74 UBS e USF deverão estar cobertas.
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