Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
MPE indica que ex-coordenador utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro e estaria tentando deixar o país
Michelly Perez - 10/03/2025 • 10:37
Diversos cheques foram encontrados durante as ações de busca- Foto: MPMS
Equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAEC) do Ministério Público, com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) cumpriram na manhã nesta segunda-feira (10), um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, nos municípios de Campo Grande e Camapuã.
A investigação indica que desde 2021, o ex-coordenador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Campo Grande e terceiros se utilizavam de empresas de fachada, para simular vendas de produtos para a rede pública de saúde. Eles teriam desviado R$ 8.066.745,25 do dinheiro público, repassados pela Secretaria de Estado de Saúde.
Além disso, usariam a lavagem de dinheiro para a ocultação do destino do valor desviado dos cofres públicos e recente, um dos investigados mesmo já submetido a medidas cautelares, tentou dificultar a investigação, burlando ordem judicial de sequestro de bens, ao se ‘desfazer’ de um montante de R$ 500 mil.
Termo que dá nome à operação, faz referência às ações para ocultar o dinheiro desviado, e considera também o pedido de cidadania italiana feito pelo ex-coordenador da Apae, com pretensões de deixar o país.