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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Mesmo sem asfalto, transpantaneira mata tantos animais quanto as BRs

Imprudência de motoristas causa perda para fauna em Mato Grosso do Sul

Redação com Juliana Brum - 22/10/2023 • 06:00

Apesar da estrada transpantaneira, que corta o Pantanal mato-grossense, não ter asfalto e ter placas de sinalizações sobre animais silvestres na região, muitos desses bichos que saem da mata acabam sendo atropelados e mortos na estrada de chão.

A maioria dos casos são por imprudência de motoristas que não respeitam a estrada e os animais que ali transitam.

Cena de corpos e carcaças de animais espalhadas pela via no meio da poeira, fez testemunha refletir sobre o comportamento dos motoristas diante de um atropelamento e sobre os cuidados na direção.

Testemunhas que passaram recentemente pela estrada puderam observar animais mortos e carcaças de outros bichos em avançado estado de decomposição.

A imagem preocupa não apenas pela segurança de quem passa na estrada, mas principalmente pela falta de atenção e vidas desses animais.

Motoristas dizem que campanhas não devem se limitar apenas nas rodovias federais e estaduais, mas também ter atenção voltada as estradas de chão.

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“Vi vários animais atropelados, lastimável. Nesse caso [cachorro-do-mato] foi recente, mas vi que havia outros corpos que já nem davam para identificar, os motoristas atropelam e não têm capacidade de descer e tirar o animal da pista, outros veículos passam por cima e viram aquele tapete”, narra a testemunha sobre a cena vista na transpantaneira.

Segundo o motorista, o último atropelamento de um cachorro-do-mato foi por conta da poeira.

“Os carros passam e levantam aquela poeira impedindo a visibilidade do motorista que vem logo atrás. Isso acaba também causando acidentes na estrada, mesmo que em baixa velocidade”.

Por conta desses acontecimentos e por medo de perder ainda mais animais silvestres nas estradas, é que motoristas conscientes pedem respeito e, que a sinalização da via seja mais respeitada, e todos deem mais atenção ao trânsito.

Mortes de animais nas rodovias estaduais

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Foto: Marcos Maluf

A morte dos animais silvestres não se limita apenas na transpantaneira, mas também acontecem com frequência nas rodovias do Estado.

ONGS e fundações ligadas a proteção da fauna e flora tem se mobilizado na tentativa de diminuir as mortes e achar soluções que preservem os animais.

Trecho da BR-262 é considerado por pesquisadores e ativistas de proteção animal como prioritário para receber medidas de mitigação para evitar mortes de animais e pessoas.

Dados mais recentes, levantados pelo Instituto Homem Pantaneiro entre 2016 e 2023, apontam que 19 onças-pintadas morreram vítimas de atropelamento na BR-262 no trecho de cerca de 200 km entre Miranda e Corumbá.

Em maio deste ano um grupo de manifestantes foram até a sede do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes),na Capital para pedir ações para diminuir as mortes de animais silvestres em rodovias federais do Estado.

A SOS Pantanal juntamente com outras organizações se reuniram para cobrar soluções e agilidade em relação ao tema.

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Foto: Marcos Maluf

O movimento “Estrada Segura Para Todos”, na oportunidade conversou com o presidente do DNIT, Euro Nunes Varanis Junior, e pediu agilidade nos processos envolvendo melhorias nas estradas.”Não temos nada oficinal da parte do IBAMA, alguns projetos foram repassados a bancada federal”, ressaltou o presidente no dia do protesto.

Animais empalhados foram colocados no canteiro central da avenida Mato Grosso para chamar atenção dos motoristas.

A cena de animais atropelados também estão migrando para os grandes centros, afinal eles estão saindo das matas daí quando aco.tecem os atropelamentos.

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