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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Banco quebra, e agora? Entenda o que acontece com seu dinheiro no processo extrajudicial

Tire suas dúvidas e saiba como proceder em casos como o do Banco Master e do Will Bank

Michelly Perez - 22/01/2026 • 09:13

Foto: Bano Will – divulgação

A liquidação extrajudicial voltou ao centro das atenções após os casos do Banco Master e do Will Bank, instituições do mesmo conglomerado financeiro, mas que tiveram a quebra decretada em momentos diferentes. O Banco Master entrou em liquidação em novembro de 2025. Já o Will Bank, banco digital do grupo, teve a medida anunciada apenas nesta quarta-feira (21), o que gerou dúvidas entre clientes e investidores.

De acordo com o Banco Central (BC), após a liquidação do Master, o Will Bank passou a operar sob um regime especial de administração temporária. A intenção era manter o funcionamento da instituição, reduzir impactos aos clientes e buscar uma solução, como a venda para um novo investidor. Em nota, o BC informou que tentou preservar a operação do banco, mas não esclareceu se houve negociação efetiva para venda.

Enquanto isso, a situação financeira do Will Bank se deteriorou, com aumento de dívidas e falhas operacionais. O ponto decisivo foi o descumprimento de compromissos no sistema de pagamentos da Mastercard, o que levou ao bloqueio dos cartões e à suspensão das operações. Para o Banco Central, o cenário caracterizou a insolvência da instituição, tornando a liquidação inevitável.

O que muda para o cliente?

Com a liquidação, as operações do banco são interrompidas. Contas, transferências e cartões deixam de funcionar, e o cliente passa a ser credor no processo. O dinheiro depositado pode ser ressarcido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, para produtos como conta corrente, poupança e CDBs.

No caso do Banco Master, o FGC já está pagando R$ 40,6 bilhões a cerca de 800 mil investidores. O impacto total da liquidação chegou a R$ 46,9 bilhões.

Dívidas continuam

Empréstimos e financiamentos não são cancelados. As cobranças seguem válidas e passam a ser administradas pelo liquidante ou por outra instituição.

O Banco Central e o FGC alertam que não cobram taxas para pagamentos e recomendam atenção a golpes, comuns em momentos de crise bancária.

Os casos do Banco Master e do Will Bank reforçam a importância de o consumidor entender seus direitos e saber como agir quando um banco entra em liquidação extrajudicial.

Tags: bancos, economia, liquidação,