Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Com tecnologia de "free flow", monitoramento por câmeras e foco na segurança, concessão promete revolucionar o escoamento da produção
Michelly Perez - 03/02/2026 • 08:44
Foto: Saul Schramm/Secom
Mato Grosso do Sul deu hoje um passo decisivo para se consolidar como o grande hub logístico do Centro-Oeste. Em evento na Governadoria nesta segunda-feira (2), o governador Eduardo Riedel e a ministra Simone Tebet apresentaram os detalhes técnicos da Rota da Celulose, um projeto de concessão que vai injetar R$ 10,1 bilhões na infraestrutura do estado ao longo dos próximos 30 anos.
O contrato, operado pelo consórcio “Caminhos da Celulose”, abrange trechos estratégicos de seis rodovias (MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267). Mais do que asfalto, o projeto traz um conceito de “estrada viva”, capaz de se adaptar ao crescimento do tráfego e oferecer o que há de mais moderno em segurança viária.
Uma das maiores inovações apresentadas é o sistema Free Flow — o pedágio sem barreiras. Com ele, o motorista não precisa parar em cabines, o que garante fluidez, reduz o tempo de viagem e diminui a emissão de CO2.
Além disso, a conectividade será total:
484 câmeras de alta definição: Uma a cada 1,8 km, garantindo monitoramento 100% do tempo.
Sensores de pista: Avaliação de tráfego em tempo real.
Segurança garantida: Pontos de parada para descanso, ambulâncias e suporte mecânico constante.
“Este contrato é transformador. É um novo modelo em que o usuário tem a garantia de que vai receber exatamente o serviço de qualidade pelo qual está pagando”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
O consórcio já inicia os trabalhos com um “pacote de choque” para os primeiros três meses. Estão previstos reparos emergenciais em mais de 150 km de pavimento, limpeza de drenagem e uma força-tarefa de sinalização horizontal e vertical para garantir que a mudança seja sentida de imediato por quem trafega pela região.
Ao todo, o projeto beneficiará 1,2 milhão de pessoas em cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Bataguassu. No cronograma de longo prazo, estão previstos 115 km de duplicações e a garantia de que 100% da rota terá acostamento, um item vital para reduzir acidentes.
Para a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a Rota da Celulose é o exemplo perfeito de como a união entre Estado, União e iniciativa privada pode destravar o desenvolvimento do país.
“Não há nada mais importante que a logística para sustentar os projetos bilionários que nossa região está recebendo”, destacou.
A secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), Eliane Detoni, reforçou que o foco final são as pessoas.
“O setor privado traz eficiência e inovação, criando um ciclo virtuoso que gera empregos e, acima de tudo, salva vidas com estradas melhores.”
Mais agilidade: Sem filas de pedágio.
Mais segurança: Terceiras faixas em pontos críticos e monitoramento constante.
Mais conforto: Pontos de apoio modernos para motoristas e caminhoneiros.
Mato Grosso do Sul acelera rumo ao futuro, unindo produção recorde com infraestrutura de primeiro mundo.
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