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Esporte

Campo Grande - sexta-feira, 3 de julho de 2026

Enquanto a torcida roí as unhas, Endrick garante: “vou dormir como um bebê” antes de possível chance como titular

Promessa da Seleção encara com tranquilidade a expectativa por vaga no time de Ancelotti e diz que ansiedade ficou do lado de fora da concentração

Michelly Perez - 03/07/2026 • 10:38

Foto:  Rafael Ribeiro/CBF

Se a torcida brasileira já está naquela fase clássica de roer unhas, olhar o relógio e montar escalação no grupo da família, Endrick segue em outro ritmo dentro da concentração da Seleção. Nada de ansiedade, drama ou insônia: segundo ele, a noite promete ser de sono leve e tranquilo — quase invejável para quem acompanha cada decisão de Carlo Ancelotti.

O atacante do Real Madrid pode ganhar uma chance entre os titulares contra a Noruega, neste domingo (5), no MetLife Stadium, mas garante que a expectativa não virou tormenta na cabeça.

“Acho que vou dormir como um bebê”, disse o jovem de 20 anos, com uma calma que talvez seja até provocativa para o torcedor mais nervoso. “Vou ficar muito tranquilo porque o mais importante é fazer minha oração e deixar as coisas acontecerem no momento certo.”

Enquanto o público já ensaia teorias sobre escalação e substituições, Endrick prefere uma abordagem mais… espiritual e menos sofrida. Nada de antecipar cenário ou imaginar caos: para ele, tudo segue no tempo certo — inclusive a chance de começar jogando.

O atacante também reforçou que não vê o momento como algo extraordinário, mesmo que do lado de fora pareça exatamente isso.

“Não vim aqui para viver o extraordinário, vim para mostrar quem é o Endrick”, afirmou, como quem lembra que o roteiro ainda está sendo escrito — com ou sem titularidade.

A possível vaga surge após a lesão de Lucas Paquetá, que deixou o time em avaliação constante pelo departamento médico da CBF. Com isso, Endrick aparece como uma das opções para começar a partida pela primeira vez nesta Copa do Mundo.

Até aqui, ele foi daqueles personagens que entram no segundo tempo para “dar uma olhadinha no jogo” — e, contra o Japão, chegou a assumir papel mais ativo ao substituir Paquetá ainda no intervalo.

Enquanto isso, fora da concentração, o clima segue outro: torcida dividida entre expectativa, palpites e aquele leve desespero típico de véspera de jogo decisivo.

Já Endrick? Segundo ele, a programação da noite é simples: oração, calma e sono profundo. Coisa que, para muitos brasileiros, já seria motivo de inveja em dia de Seleção.

Tags: brasil, Copa, Endrick,