Campo Grande - quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Antes do eclipse total, brasileiros terão a chance de acompanhar um eclipse anular em 2027
Michelly Perez - 13/08/2026 • 09:02
Foto: NASA/Keegan Barber
Apesar de eclipses solares ocorrerem uma ou duas vezes por ano, a possibilidade de observar um eclipse solar total depende da localização da faixa de sombra projetada pela Lua sobre a Terra. Por isso, embora o fenômeno não seja tão raro no planeta, ele pode levar décadas para voltar a ser visto de forma total em determinadas regiões.
O eclipse solar previsto para esta quarta-feira (12), por exemplo, não poderá ser observado do Brasil. A sombra da Lua passará por uma faixa estreita do planeta, atingindo regiões como Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal, onde será possível acompanhar a totalidade do fenômeno.
No Brasil, o próximo eclipse solar que poderá ser observado será um eclipse anular, em 6 de fevereiro de 2027. Já o próximo eclipse solar total visível em território brasileiro está previsto somente para 2045.
O eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra e bloqueia, total ou parcialmente, a luz solar em determinadas áreas do planeta.
Segundo a astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, a Lua projeta uma sombra sobre a Terra. Essa sombra possui uma região mais escura, chamada de umbra, e outra mais clara, a penumbra.
Quem estiver na faixa atingida pela umbra poderá observar um eclipse total, enquanto quem estiver na penumbra verá apenas parte do Sol encoberta.
É justamente por isso que um eclipse solar total não pode ser visto de todo o planeta ao mesmo tempo. A faixa de totalidade é estreita e percorre apenas determinadas áreas da superfície terrestre.
Antes do eclipse total de 2045, os brasileiros poderão observar um eclipse solar anular em 6 de fevereiro de 2027.
O fenômeno será visto como parcial em quase todo o território nacional, com exceção do extremo noroeste do país.
No eclipse anular, a Lua também passa entre a Terra e o Sol, mas não cobre completamente o disco solar. Como resultado, um anel luminoso do Sol permanece visível ao redor da Lua.
Já em 2045, o Brasil estará na faixa de totalidade do eclipse solar. A região de sombra mais escura da Lua atravessará estados das regiões Norte e Nordeste, enquanto o restante do país poderá acompanhar o fenômeno de forma parcial.