Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Esquema envolvia pagamento de propinas e a cooptação de servidores para fraudar licitações
Michelly Perez - 18/02/2025 • 12:28
Foto: divulgação
Uma força-tarefa envolvendo agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) do Ministério Público foi deflagrada na manhã de hoje (18) para cumprir 11 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão nos Municípios de Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.
A investigação identificou uma organização criminosa especializada na prática de crimes contra a Administração Pública instalada nas cidades de Água Clara/MS e de Rochedo/MS, com núcleos de atuação distintos, mas que apresentavam um mesmo modelo de operação, tendo um empresário como articulador em ambos os municípios, para a cooptação de servidores públicos.
Ou seja, por meio de servidores públicos corrompidos licitações eram fraudas para beneficiar empresas participantes do esquema, com editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que ultrapassam a casa dos R$ 10 milhões.
O esquema envolvia também o pagamento de propina aos agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços e aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais dos contratos firmados entre os empresários e o poder público.
Mensagens obtidas em celulares apreendidos na Operação Turn Off foram fundamentais para a obtenção de provas. O trabalho desta manhã contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do BOPE.
O termo que dá nome à operação, é uma referência à Divina Comédia, obra clássica de Dante Alighieri, que descreve a jornada de um homem pelos reinos do inferno, purgatório e paraíso. Dentro do inferno, o “Malebolge” é a região onde os fraudadores e corruptos são punidos de acordo com a gravidade de seus pecados.