Campo Grande - sábado, 25 de julho de 2026
Estado ocupa a 7ª posição no ranking nacional, com 63 focos registrados em uma semana
Michelly Perez - 22/07/2026 • 08:48
Foto: reprodução internet
Mato Grosso do Sul figura entre os estados brasileiros com maior número de focos de calor registrados na segunda semana de julho, reforçando o alerta para os impactos das queimadas sobre a saúde da população. Entre os dias 5 e 11 de julho, o Estado contabilizou 63 focos, ocupando a 7ª colocação no ranking nacional divulgado pelo Ministério da Saúde, atrás apenas de Tocantins (227), Mato Grosso (181), Bahia (122), Maranhão (119), Pará (115) e Minas Gerais (71).
Os dados integram o primeiro informe semanal “Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde”, lançado nesta terça-feira (21). A publicação reúne informações sobre focos de calor, qualidade do ar e população potencialmente exposta à fumaça para subsidiar a atuação das equipes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O levantamento ganha ainda mais importância para Mato Grosso do Sul, que todos os anos enfrenta os efeitos das queimadas, especialmente no Pantanal, onde a estiagem e as altas temperaturas favorecem a propagação do fogo e comprometem a qualidade do ar em diversas cidades.
Segundo o Ministério da Saúde, um dos principais indicadores acompanhados é o material particulado fino (MP2,5), formado por partículas microscópicas liberadas durante os incêndios. Por serem extremamente pequenas, elas conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e até alcançar a corrente sanguínea, aumentando o risco de agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.
A ferramenta também permite identificar municípios onde a fumaça permanece por mais tempo e mapear a população mais vulnerável aos efeitos da poluição, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Com essas informações, estados e municípios poderão planejar ações preventivas e reforçar o atendimento nas unidades de saúde.
O monitoramento ocorre em meio à atuação do El Niño, fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. A previsão é que ele permaneça até o início de 2027.
Para o trimestre entre julho e setembro, as projeções apontam temperaturas acima da média em praticamente todo o Brasil e chuvas abaixo do esperado em parte do Centro-Norte do País. O cenário favorece períodos prolongados de estiagem, baixa umidade do ar e aumento da ocorrência de incêndios florestais.
Historicamente, Mato Grosso do Sul é um dos estados mais afetados pelas queimadas durante o período seco, sobretudo na região pantaneira, onde os incêndios comprometem a biodiversidade, a produção rural e a saúde da população.
Além do novo boletim sobre queimadas, o Ministério da Saúde também monitora diariamente o Painel de Excesso de Calor, ferramenta que acompanha as condições térmicas dos municípios brasileiros para orientar medidas de prevenção durante ondas de calor.
Diante do aumento dos incêndios florestais, o Ministério da Saúde orienta que a população:
Segundo a pasta, essas medidas ajudam a reduzir a exposição às partículas tóxicas e diminuem o risco de complicações, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.
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