Campo Grande - sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Marcos Souza participou do 43º Festival de Dança de Joinville e garantiu vaga fixa no elenco da Curitiba Cia. de Dança; contrato começa em setembro
Michelly Perez - 12/08/2026 • 09:47
Foto: divulgação
O talento lapidado nas margens do Pantanal ganhou projeção nacional. O bailarino Marcos Souza, formado pelo Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, em Corumbá, foi aprovado em audição para a renomada Curitiba Cia. de Dança. A partir de setembro de 2026, o artista passa a integrar oficialmente o elenco permanente da companhia paranaense.
A oportunidade surgiu durante a participação de Marcos no 43º Festival de Dança de Joinville, realizado em julho, em Santa Catarina. Viabilizada pelo apoio do Instituto Cultural Vale, a imersão artística de duas semanas permitiu ao bailarino realizar quatro cursos com mestres de destaque nacional e internacional — como Luiz Rubén, Cláudia Mota, Lili de Grammont e Jason Sabrou —, além de prestar testes para companhias profissionais.
O divisor de águas na carreira do bailarino ocorreu durante a concorrida audição para a Curitiba Cia. de Dança. Foram quatro horas intensas de avaliação prática, que incluíram aulas de balé clássico e ensaios de repertório neoclássico e contemporâneo.
Inicialmente, Marcos acreditava estar disputando apenas uma vaga temporária para a tradicional montagem de fim de ano de O Quebra-Nozes. Contudo, seu desempenho garantiu o convite para integrar o corpo de baile fixo da instituição.
“A aula da Curitiba foi de três horas, mais uma hora de audição. Consegui pegar todas as sequências e, no fim, descobri que era para uma temporada inteira do Quebra-Nozes. Eu imaginava que ia fazer parte só desse elenco, mas fui aprovado para entrar na companhia. Essa é a minha primeira audição, nunca tinha feito uma antes, e já passei na primeira oportunidade”, comemora Marcos.
Para a fundadora e diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Márcia Rolon, a conquista do jovem reafirma a eficácia do trabalho social e cultural desenvolvido na região de fronteira.
“Marcos é fruto de um processo de formação que começa muito cedo, ainda na infância, e que agora se transforma em uma conquista profissional concreta. É a prova de que investir em arte na fronteira gera resultados reais na vida dos nossos participantes”, destaca a diretora.
Grato pela trajetória construída desde a infância, o bailarino reconhece o papel fundamental das instituições que viabilizaram sua formação e a ida ao maior festival de dança do país.
“Tudo o que eu sou hoje é por causa do Moinho, que me transformou. Sou muito grato ao Instituto Cultural Vale por ter me proporcionado essa experiência. Entrei no Moinho ainda criança e cresci lá dentro. O Festival de Joinville é maravilhoso e é uma experiência que vou levar para a vida inteira”, conclui.
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