A data, celebrada nesta segunda-feira (21), ganha ainda mais relevância diante dos dados divulgados pelo IBGE sobre as condições de vida das pessoas com deficiência. Em Mato Grosso do Sul, 6,5% da população com dois anos ou mais tinha algum tipo de deficiência em 2022, uma das menores proporções entre os estados brasileiros.
Embora o Estado apresente avanços importantes na acessibilidade, os números mostram que ainda existem barreiras para a inclusão econômica. Em 2022, 32,1% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam ocupadas, o equivalente a cerca de 54 mil pessoas. Entre quem não tinha deficiência, a taxa de ocupação era de 60,9% — uma diferença de 28,8 pontos percentuais.
A desigualdade também aparece na renda. O rendimento domiciliar per capita médio das pessoas com deficiência em MS era de R$ 1.456, enquanto entre as pessoas sem deficiência chegava a R$ 1.749. A diferença era de R$ 293. Entre as próprias pessoas com deficiência, a desigualdade também é observada por cor ou raça: o rendimento médio das pessoas brancas era de R$ 1.707, contra R$ 1.410 entre pretas ou pardas.
Acessibilidade avança nas escolas
Se no mercado de trabalho os desafios permanecem, a educação apresenta indicadores de avanço. Em 2025, 93,9% das escolas de Mato Grosso do Sul tinham pelo menos um recurso de acessibilidade, colocando o Estado na terceira posição nacional. O percentual era de 74,1% em 2016.
Também houve crescimento na presença de banheiros acessíveis: 85,7% das escolas tinham esse recurso em 2025, contra 77% em 2019.
Outro destaque é a presença de profissionais de apoio. Segundo o IBGE, 51,4% das escolas sul-mato-grossenses contavam com profissionais de apoio para alunos com deficiência em 2025, maior proporção entre as Unidades da Federação.
A acessibilidade também avançou no ambiente digital. Entre 2019 e 2024, o número de municípios de MS que ofereciam tradução de conteúdo em Libras nas páginas e serviços eletrônicos passou de 3 para 30, crescimento de 900%.
Neste 21 de setembro, os números mostram um cenário de avanços na acessibilidade, mas também evidenciam que garantir inclusão vai além de adaptar espaços físicos: envolve ampliar o acesso ao trabalho, à renda, à educação e à participação plena na sociedade.