Campo Grande - segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Entidade recebeu mais de 380 chamados de empresários e cobra revisão de procedimentos para poda e remoção de árvores
Michelly Perez - 23/09/2026 • 10:50
Foto: divulgação
O temporal que atingiu Campo Grande no fim da última semana provocou prejuízo estimado em mais de R$ 25 milhões para o comércio e o setor de serviços da Capital, segundo levantamento da CDL Campo Grande (Câmara de Dirigentes Lojistas).
De acordo com a entidade, os impactos foram provocados principalmente pela interrupção do fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e danos à estrutura de estabelecimentos comerciais. Supermercados, restaurantes, padarias e açougues estão entre os negócios que teriam registrado perdas com produtos perecíveis armazenados em câmaras frias.
Desde a sexta-feira, a CDL afirma ter recebido mais de 380 chamados de empresários que enfrentavam problemas relacionados ao temporal e à falta de energia.
A entidade informou que acionou a concessionária Energisa para encaminhar as unidades consumidoras afetadas e solicitar prioridade no atendimento. Segundo a CDL, o trabalho de interlocução foi mantido durante o fim de semana.
Além das perdas provocadas diretamente pelo temporal, a CDL critica o que considera demora nos processos relacionados à poda e remoção de árvores que apresentam risco.
Segundo a entidade, empresários relatam dificuldades para conseguir intervenções preventivas em árvores consideradas perigosas, em razão de procedimentos administrativos e da necessidade de vistorias e autorizações.
Para a CDL, a situação evidencia a necessidade de ampliar o manejo preventivo da arborização urbana, principalmente em regiões de maior concentração comercial.
A entidade defende uma revisão dos procedimentos para poda e remoção de árvores, além da criação de um plano emergencial de vistoria e manejo em áreas comerciais de Campo Grande.
“A concessionária religa a fiação, o comércio tenta contabilizar as perdas, mas quem responde pela árvore que não foi retirada a tempo?”, questiona a entidade.
A CDL também sustenta que a manutenção de árvores em condições de risco deve ser tratada como uma questão de segurança pública e não apenas de preservação ambiental.
Entre os impactos apontados pela entidade estão o fechamento de estabelecimentos durante períodos de maior movimento, perda de mercadorias perecíveis, danos a equipamentos eletrônicos e custos emergenciais para retomada das atividades.
A CDL afirma que os pequenos negócios são os mais vulneráveis a esse tipo de interrupção, devido à dificuldade de absorver perdas inesperadas e permanecer vários dias com as operações comprometidas.
A entidade defende que, além da resposta emergencial aos danos provocados pelo temporal, o município adote medidas preventivas para reduzir os impactos de novos eventos climáticos extremos sobre as áreas comerciais da Capital.