Campo Grande - domingo, 9 de agosto de 2026
Ex-prefeito de Campo Grande estava preso desde março, acusado de matar o auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini
Michelly Perez - 13/07/2026 • 08:36
Foto: reprodução-G1 MS
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Jesus Peralta Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na Santa Casa da Capital, após sofrer um infarto. Ele havia sido transferido do sistema prisional depois de apresentar piora no quadro de saúde e não resistiu.
Segundo as informações apuradas, Bernal sofreu o infarto por volta das 2h da madrugada. O corpo já foi liberado pelo hospital e o velório está previsto para iniciar às 11h na Capela Jardim das Palmeiras e o sepultamento está previsto para acontecer às 16h no Cemitério Jardim das Palmeiras.
Bernal estava preso preventivamente desde março deste ano, acusado de matar a tiros o empresário e auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Nos últimos dias, ele havia apresentado complicações de saúde enquanto estava custodiado e chegou a ser internado. Após receber alta, voltou a passar mal na tarde de domingo (12), sendo novamente encaminhado à Santa Casa, onde permaneceu internado até o óbito.
Alcides Bernal foi preso após a morte de Roberto Carlos Mazzini, ocorrida em 24 de março deste ano, em um imóvel localizado no Jardim dos Estados. Segundo a investigação, a vítima havia adquirido a residência em leilão e foi ao local para tomar posse do bem, acompanhada de um chaveiro, quando foi atingida por disparos de arma de fogo.
Após o crime, Bernal se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e alegou ter agido em legítima defesa, versão sustentada por seus advogados ao longo do processo. O Ministério Público, no entanto, denunciou o ex-prefeito por homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e por porte ilegal de arma de fogo.
Desde a prisão preventiva, a defesa apresentou sucessivos pedidos de habeas corpus e de revogação da custódia cautelar. Entre os argumentos estavam o fato de Bernal ter se entregado voluntariamente à polícia, a tese de legítima defesa, problemas de saúde e a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico ou prisão domiciliar.
Todos os pedidos foram rejeitados pela Justiça. Com a morte de Bernal, a punibilidade do processo criminal deverá ser extinta, conforme prevê a legislação penal brasileira.
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