Campo Grande - quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Robyson Lukas, de 23 anos, começou no futebol da Capital, passou sete anos nas categorias de base de São Paulo e Grêmio e agora busca espaço internacional
Michelly Perez - 18/08/2026 • 09:44
Foto: divulgação
Todo sonho grande costuma começar pequeno. Às vezes, começa em uma quadra de bairro, em uma escolinha de futebol ou nos primeiros chutes dados ainda na infância. Para Robyson Lukas, de 23 anos, foi em Campo Grande que a brincadeira de criança começou a ganhar contornos de profissão.
Natural do Recife (PE), ele chegou ao futebol sul-mato-grossense ainda jovem e encontrou nos campos da Capital o caminho para transformar o gosto pela bola em um projeto de vida. Hoje, depois de sete anos nas categorias de base de dois dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, São Paulo e Grêmio, o meio-campista olha para uma nova etapa da carreira: conquistar espaço no futebol profissional e, quem sabe, atravessar as fronteiras do país.
Canhoto, com 1,78 metro, Robyson pode atuar como meio-campista, segundo volante e lateral esquerdo. Antes de vestir camisas de grandes clubes, porém, viveu a rotina comum de tantos meninos que encontram no esporte uma possibilidade de futuro.
Começou em uma escolinha de Campo Grande, dividindo a paixão entre o futsal e o futebol de campo. Vieram as primeiras peneiras, as avaliações e, depois, a oportunidade que mudaria o rumo de sua trajetória.
O talento apresentado nas avaliações levou Robyson às categorias de base do São Paulo e, posteriormente, do Grêmio. Foram sete anos de aprendizado, viagens, competições e convivência com profissionais que ajudaram a moldar não apenas o jogador, mas também o jovem que precisava aprender a lidar com a pressão e a responsabilidade de tentar construir uma carreira no futebol.
Nesse período, participou de competições importantes da formação de atletas, como Campeonato Brasileiro Sub-17, Copa Nike, Copa Votorantim, Efipan e campeonatos estaduais.
“São Paulo e Grêmio são clubes de primeira prateleira e reconhecidos pela formação de atletas. Aprendi com grandes profissionais e disputei competições nacionais que me ajudaram a evoluir, entender melhor o jogo e desenvolver meu futebol”, conta.
Mais do que os treinamentos, Robyson carrega dessa fase experiências que considera fundamentais para sua carreira. Aprendeu a conviver com jogadores de diferentes lugares, a compreender diferentes formas de jogar e, principalmente, a lidar com os altos e baixos que fazem parte da vida de quem escolhe o futebol profissional.
Depois da formação nas categorias de base, o desafio passou a ser outro: conquistar espaço entre os profissionais.
A primeira oportunidade veio no Rio Grande do Sul, onde defendeu Monsoon, Guarani de Venâncio Aires e Lajeadense. Pelo Monsoon, viveu uma das conquistas importantes da carreira até agora: o título da Divisão de Acesso, em 2024.
Depois da experiência gaúcha, veio o retorno a Mato Grosso do Sul. Robyson passou pelo Pantanal SAF e atualmente defende o União ABC.
A volta para Campo Grande teve um significado especial. Foi a oportunidade de jogar novamente perto dos familiares e amigos que acompanharam os primeiros passos daquele menino que sonhava em viver do futebol.
“É muito bom poder estar perto da família e das pessoas que acompanharam toda a minha trajetória. Campo Grande foi onde tudo começou para mim”, afirma.
O contrato com o União ABC é válido até 19 de setembro de 2026. Enquanto segue trabalhando para aproveitar as oportunidades dentro de campo, Robyson também mantém os olhos voltados para o que pode vir depois.
O futebol internacional já deixou de ser apenas um sonho distante. O jogador recebeu sondagens de equipes de outros países, embora nenhuma das negociações tenha avançado até o momento.
Ainda assim, a possibilidade de atuar fora do Brasil continua entre os principais objetivos.
“Quero me destacar no Brasil e depois explorar outros mercados. Todo jogador sonha em atuar na Europa e, comigo, não é diferente, mas também vejo o Oriente Médio como um mercado importante”, afirma.
Robyson sabe que chegar a outro país exige mais do que talento. É preciso estar preparado, aproveitar as oportunidades e continuar evoluindo. Por isso, define o próprio futebol a partir de características que pretende levar consigo para o próximo capítulo: intensidade, qualidade no passe, visão de jogo e capacidade de criar oportunidades.
“Posso oferecer muita entrega, qualidade técnica e vontade de crescer. Meu objetivo é acumular jogos e ajudar a equipe com gols e assistências”, destaca.
Aos 23 anos, Robyson já conhece os bastidores de grandes categorias de base, as dificuldades da transição para o profissional e a sensação de recomeçar em diferentes clubes. Também sabe que a carreira de um jogador é construída jogo após jogo.
Por isso, o sonho internacional não aparece como um ponto de chegada, mas como o próximo caminho de uma história que começou bem antes das camisas de São Paulo e Grêmio.
Começou em Campo Grande, quando o futebol ainda era diversão de criança. Cresceu entre treinos, peneiras, viagens e competições. Passou pelas categorias de base de dois gigantes do país e agora busca escrever novas páginas no futebol profissional.
Se depender da vontade de Robyson, a história ainda está longe de terminar. O menino que começou chutando a bola nos campos de Campo Grande agora sonha em fazer o mesmo em outros lugares do mundo.
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