ícone whatsapp

Dia a Dia • Confira tudo que você precisa saber sobre cotidiano

Campo Grande - terça-feira, 29 de setembro de 2026

Marcados para morrer: suspeito de divulgar listas de execução é preso após duas vítimas serem assassinadas

Operação mira homem que divulgava nomes, fotos e endereços de supostas vítimas; uma delas foi assassinada com a filha de 3 anos

Michelly Perez - 04/09/2026 • 09:18

Foto: reprodução

Duas pessoas que apareceram em listas de execução divulgadas nas redes sociais por uma suposta facção criminosa acabaram assassinadas. O caso é investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deflagrou nesta quinta-feira (3) a Operação Death List e prendeu um suspeito em Juscimeira (MT).

A operação foi conduzida pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso. Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

Segundo o MPMS, o investigado estaria por trás de um perfil usado para divulgar listas com pessoas que teriam sido “decretadas” para morrer por uma facção. As publicações traziam nomes, fotografias, apelidos e cidades onde as pessoas moravam.

A maioria dos alvos era de moradores de municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Entre os casos está o de uma pessoa que, segundo a investigação, foi posteriormente assassinada junto com a própria filha, de apenas 3 anos. Outra pessoa que também aparecia nas publicações foi morta posteriormente.

Suspeito tentou apagar rastros

A identidade do responsável pelo perfil foi descoberta após uma investigação digital conduzida pela UICC. Os investigadores conseguiram vincular a conta ao suspeito mesmo diante de sucessivas tentativas de apagar rastros na internet.

Durante a operação, celulares foram apreendidos. Os aparelhos passarão por extração e análise forense para ajudar a identificar o alcance da atuação do investigado e possíveis conexões com integrantes da organização criminosa.

Ameaças migraram para as redes

Para o MPMS, o caso revela uma nova forma de atuação das organizações criminosas. As redes sociais passaram a ser utilizadas para expor pessoas, intimidar rivais e demonstrar poder das facções.

Os fatos são investigados, em tese, como favorecimento ao domínio social estruturado, ameaça em contexto faccional e possível organização criminosa. O primeiro crime tem previsão de reclusão de 12 a 20 anos e natureza hedionda, conforme o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.

As investigações continuam para esclarecer a relação entre as publicações e os homicídios e identificar outros possíveis envolvidos.

MPMS faz alerta

O Ministério Público orienta que a população não compartilhe listas de execução, mesmo que a intenção seja alertar outras pessoas.

A recomendação é comunicar imediatamente às autoridades qualquer publicação que exponha pessoas a risco de morte.

Tags: Lista, MPMS, PCC,