Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Medida não impõe obrigação de imunização, mas facilita o acesso das crianças à proteção
Michelly Perez - 22/05/2024 • 07:00
Alunos da rede pública de ensino podem passar a receber equipes de imunização nas escolas. Com isso, a expectativa é de que os índices de vacinação melhorem e que doenças sejam erradicadas. A medida foi aprovada ontem (21), pelo Senado e determina que a cada ano, após o início da campanha de vacinação contra a gripe, as equipes de saúde locais irão às unidades de ensino infantil e fundamental, oferecendo as doses previstas para cada idade.
Em 2023, Mato Grosso do Sul já teve um avanço na cobertura vacinal infantil de 10 dos 16 principais imunizantes do Programa Nacional de Imunizações em comparação com 2022. As vacinas com os maiores crescimentos foram: 1ª dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), passando de 79,86% em 2022 para 96,62% no ano seguinte, ultrapassando a meta de 95%.
Segundo o Ministério da Saúde, o imunizante que também teve uma adesão maior foi a dose de reforço da poliomielite que aumentou de 77,25% para 82,04%, enquanto a proteção contra a febre amarela subiu de 71,36% para 75,67%.
A expectativa é de que com o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas as famílias tenham um acesso mais facilitado na hora de imunizar os filhos. Vale lembrar que a incompatibilidade de horário das unidades de saúde com o horário de trabalho dos pais, além de problema de logística que ocasionam a falta de doses em algumas unidades estão entre as maiores reclamações das famílias da Capital, quando o assunto é imunização.
De acordo com o texto aprovado no Senado, as escolas e unidades de saúde deverão divulgar com antecedência as datas em que a campanha ocorrerá, orientando os estudantes a levarem seus cartões de vacinação. As instituições particulares que desejarem poderão aderir ao programa, embora não seja obrigatória a adesão.
Após a campanha, os responsáveis pelas crianças que não tiverem sido vacinadas nas respectivas escolas terão 30 dias para levá-las às unidades de saúde para serem imunizadas. Depois desse prazo, equipes de saúde poderão fazer visitas domiciliares às famílias para conscientizá-las sobre a importância da imunização. O relator ressaltou que o projeto não impõe a obrigatoriedade de vacinação. (com informações Agência Senado)