Campo Grande - terça-feira, 11 de agosto de 2026
Conforme a PM, homem acumulava registros por roubos, armas de fogo, associação criminosa e violência doméstica
Michelly Perez - 11/08/2026 • 08:35
Foto: divulgação
Um homem morreu na noite de ontem (10), após entrar em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar durante uma abordagem em Campo Grande. A ocorrência aconteceu durante patrulhamento na Avenida Duque de Caxias e terminou na Rua Manoel Ferreira, nas proximidades do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
Segundo a Polícia Militar, a equipe identificou um veículo utilizado para transporte por aplicativo e desconfiou do comportamento do passageiro. Os policiais acompanharam o carro e realizaram a abordagem.
O motorista desceu imediatamente e informou que trabalhava como motorista de aplicativo. O passageiro, porém, permaneceu dentro do veículo mesmo após receber ordem para sair.
Conforme a versão apresentada pelo Choque, após uma nova determinação, o homem desembarcou de forma abrupta segurando uma arma de fogo em uma das mãos e efetuou um disparo na direção dos policiais.

Diante da reação armada, os militares revidaram. O homem foi atingido e caiu no chão. Depois que a ameaça foi cessada, os policiais se aproximaram e retiraram a arma de fogo que estava com ele.
Durante a busca, ainda conforme a PM, foi encontrada uma quantidade de substância semelhante à cocaína, aparentemente fracionada para comercialização.
Após o confronto, a própria equipe do Choque acionou o socorro médico. O homem foi encaminhado para a UPA Vila Almeida, onde recebeu atendimento.
Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.
A perícia foi acionada para realizar os levantamentos no local, enquanto as armas e demais materiais relacionados à ocorrência foram recolhidos.
O caso envolvendo a morte durante a intervenção policial será apurado pela Polícia Judiciária Militar. A ocorrência relacionada à droga foi encaminhada à autoridade policial competente, diante da suspeita de tráfico.
De acordo com o levantamento apresentado pela Polícia Militar, o homem acumulava registros de ocorrências desde 2018. Naquele ano, ainda como adolescente infrator, aparecem registros por receptação e receptação culposa.
Em 2019, o histórico aponta ocorrências por roubos, incluindo casos com emprego de arma de fogo, associação criminosa, porte e posse ilegal de arma de fogo, além de lesão corporal e abandono de incapaz.
O ano de 2020 concentra os registros de maior gravidade. Constam ocorrências por roubos majorados pelo uso de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima, além de associação criminosa e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Também há registro de roubo qualificado com resultado morte, além de ocorrências por ameaça, injúria, desacato, vias de fato e lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica.
Em 2021, aparecem registros por lesão corporal em contexto de violência doméstica e porte de drogas para consumo pessoal.
Já em 2023, o histórico consultado aponta o homem apenas como suspeito em uma ocorrência de furto.
Em 2025, voltam a aparecer registros nos quais consta como autor, desta vez principalmente relacionados à violência doméstica. Entre eles estão ameaça, injúria, vias de fato, descumprimento de medida protetiva de urgência e lesão corporal contra mulher.
Os registros policiais integram o histórico apresentado pelas autoridades e não equivalem, por si só, a condenações judiciais.