Campo Grande - segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Recurso será destinado à compra de insumos; força-tarefa entre Prefeitura, Estado e hospital terá reuniões diárias para tentar evitar colapso
Michelly Perez - 04/09/2026 • 09:11
Foto: reprodução
A crise que levou a Santa Casa de Campo Grande a suspender novamente cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais mobilizou uma força-tarefa entre Prefeitura, Governo do Estado e o próprio hospital. Como medida emergencial, foi definido um aporte de R$ 4 milhões para a compra de insumos necessários ao funcionamento da instituição.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (3), durante reunião entre representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Secretaria de Estado de Saúde (SES) e Santa Casa. O recurso deverá ser disponibilizado nos próximos dias, após a formalização e assinatura de um termo aditivo.
A Santa Casa informou que passou a priorizar os atendimentos de urgência e emergência diante de dificuldades relacionadas à disponibilidade de insumos e à composição das equipes médicas.
A redução dos serviços levou a Sesau a mobilizar equipes técnicas e de contrato para buscar alternativas e evitar que a suspensão provoque impactos ainda maiores aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Além do repasse emergencial, Prefeitura, Estado e hospital decidiram criar uma força-tarefa com reuniões técnicas diárias para acompanhar a situação da Santa Casa.
O grupo deverá avaliar a oferta de serviços, disponibilidade de recursos, organização dos leitos e as necessidades mais urgentes da instituição. Também será analisada a possibilidade de reorganizar recursos e até transferir a contratação de determinados serviços para outros hospitais, caso seja necessário.
“Em uma situação como essa, nossa prioridade é proteger o usuário do SUS. Estamos trabalhando de forma integrada, com diálogo, planejamento e responsabilidade, para encontrar soluções que garantam a continuidade da assistência”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela.
Segundo ele, o aporte é uma medida imediata, mas a Prefeitura também pretende reorganizar a rede para garantir que os recursos disponíveis sejam utilizados onde possam gerar maior impacto na assistência.
Enquanto a Santa Casa enfrenta as dificuldades, a Sesau também acionou os demais hospitais contratualizados pelo SUS em Campo Grande.
A intenção é avaliar a possibilidade de ampliar excepcionalmente vagas e a capacidade de atendimento dessas unidades durante o período em que a Santa Casa busca recompor suas equipes médicas e regularizar o fornecimento de insumos.
A medida é considerada temporária e tem como objetivo reduzir os impactos provocados pela diminuição dos serviços no hospital.
O superintendente de Atenção Especializada e Urgência à Saúde, Yama Higa, afirmou que o acompanhamento diário permitirá identificar quais serviços precisam de intervenção mais imediata.
“Precisamos avançar dentro dos recursos disponíveis, avaliando o que pode ser reorganizado e quais medidas podem produzir maior impacto na assistência”, disse.
A Sesau informou que continuará acompanhando a execução dos serviços contratualizados e a oferta assistencial da Santa Casa. Qualquer alteração na capacidade de atendimento deverá ser monitorada para que sejam adotadas medidas capazes de garantir a continuidade da assistência aos pacientes do SUS.
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