Campo Grande - segunda-feira, 6 de julho de 2026
Conselheiro do Tribunal de Contas quer saber quais medidas a prefeitura adotou diante do fim dos contratos; prefeita tem dois dias para responder
Michelly Perez - 02/07/2026 • 09:45
Foto: reprodução internet
Enquanto motoristas desviam de crateras e a Prefeitura de Campo Grande ainda busca uma solução para a manutenção das ruas, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) decidiu cobrar explicações formais da prefeita Adriane Lopes sobre o risco de paralisação dos serviços de tapa-buraco em toda a Capital.
O conselheiro Osmar Domingues Jeronymo notificou a chefe do Executivo nesta quarta-feira (1º) para que esclareça, em até dois dias úteis, quais providências estão sendo adotadas diante do vencimento dos contratos responsáveis pela manutenção do pavimento asfáltico nas sete regiões urbanas do município.
A cobrança ocorre após o tribunal identificar que os contratos decorrentes da Concorrência nº 5/2022, responsáveis pela recomposição da capa asfáltica e pela recuperação da estrutura das vias nas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo, vencem nos dias 24 e 31 de julho.
Na prática, o TCE quer saber como a prefeitura pretende evitar que Campo Grande fique sem um dos serviços mais cobrados pela população. O alerta ganha peso porque quatro regiões da cidade já tiveram as frentes de trabalho interrompidas após o esgotamento do saldo contratual, sem previsão de novos aditivos.
A situação expõe mais um capítulo da crise na infraestrutura urbana da Capital. Nos últimos meses, as reclamações sobre buracos se multiplicaram, transformando o que antes era um problema localizado em um desafio cotidiano para motoristas, motociclistas e usuários do transporte coletivo.
Em dias de chuva, o cenário se agrava. As crateras ficam encobertas pela água, aumentam o risco de acidentes e, em alguns casos, obrigam até mudanças no trajeto de ônibus. Enquanto isso, a administração municipal ainda precisa demonstrar ao órgão de controle qual será a estratégia para garantir a continuidade da manutenção viária.
Como relator das contas do Município de Campo Grande, Osmar Jeronymo determinou que a prefeita apresente justificativas e informe as medidas concretas que estão sendo adotadas para enfrentar o problema.
A Prefeitura tem até sexta-feira (3) para encaminhar a resposta ao Tribunal de Contas. Dependendo dos esclarecimentos, o caso poderá resultar em novos desdobramentos por parte do órgão de fiscalização.
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