Campo Grande - quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Campo Grande vira palco de quatro dias de negócios e debates sobre energia limpa
Michelly Perez - 13/08/2026 • 08:22
Foto: divulgação
Campo Grande vai se transformar, em setembro, em ponto de encontro para quem acompanha o avanço das energias renováveis no Brasil. Durante quatro dias consecutivos, entre 15 e 18 de setembro, empresários, investidores, especialistas e representantes do agronegócio e da indústria estarão reunidos na Capital para discutir como transformar resíduos, sol e novas tecnologias em energia, combustível e negócios.
A programação começa nos dias 15 e 16 de setembro, com o Bio Energy Summit 2026, e continua em 17 e 18 com o 32º Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste. Os eventos são promovidos pelo Grupo FRG Mídias & Eventos.
A proposta é conectar diferentes setores que fazem parte da transição energética. De um lado, estarão em debate o aproveitamento de resíduos da produção agropecuária para gerar biogás, biometano e biocombustíveis. Do outro, os participantes vão discutir o crescimento da energia solar, financiamento, armazenamento, regulamentação e geração distribuída.
Um dos assuntos que promete chamar atenção no Bio Energy Summit é justamente a possibilidade de transformar aquilo que antes era considerado resíduo em fonte de energia e renda.
A programação vai abordar a produção de biogás e biometano a partir de resíduos da suinocultura, avicultura e setor sucroenergético, além do avanço dos combustíveis produzidos a partir de cana-de-açúcar e milho.
A lógica é simples: restos e resíduos gerados pelo agronegócio podem deixar de ser apenas um problema ambiental e passar a alimentar usinas, veículos e processos industriais.
Segundo a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o Brasil tem potencial teórico para produzir 120 milhões de metros cúbicos de biogás por dia e já possui mais de 1,6 mil plantas em operação.
O biometano, produzido a partir da purificação do biogás, aparece como uma das apostas para substituir combustíveis fósseis, especialmente em veículos pesados, máquinas e atividades industriais.
Para o diretor do Grupo FRG Mídias & Eventos, Tiago Fraga, Mato Grosso do Sul reúne características favoráveis para avançar nesse mercado, principalmente pela força do agronegócio e pela disponibilidade de biomassa.
Na sequência, o Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste coloca a energia solar no centro das discussões.
Entre os temas estão financiamento de sistemas fotovoltaicos, eficiência e manutenção de usinas, segurança das instalações, regulamentação e armazenamento de energia em baterias.
Também estarão em debate os números da geração distribuída em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, além da expansão das fontes renováveis no agronegócio.
Outro ponto será a profissionalização do mercado, com discussões envolvendo engenharia, responsabilidade técnica, licenciamento ambiental e novas estratégias para empresas que atuam tanto na geração distribuída quanto no mercado livre de energia.
A realização dos dois eventos em sequência busca aproximar empresas, produtores, investidores e fornecedores de tecnologia.
Além das discussões técnicas, os encontros terão espaços para relacionamento e formação de parcerias, colocando Campo Grande no centro de uma agenda que envolve não apenas sustentabilidade, mas também investimentos e novos negócios.
“Não basta discutir apenas a tecnologia. O mercado precisa compreender as regras, encontrar financiamento, qualificar profissionais e construir parcerias para que os projetos avancem”, afirma Tiago Fraga.
Com a programação, a Capital terá quatro dias de debates sobre uma transformação que já movimenta o campo, a indústria e o mercado de energia: como produzir mais, gastar melhor e gerar energia a partir de fontes renováveis.
Serviço:
Bio Energy Summit 2026: 15 e 16 de setembro
32º Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste: 17 e 18 de setembro
Local: Campo Grande
Informações: Fórum GD Centro-Oeste
Tags: Energia, ms, Sustentabilidade,