Campo Grande - terça-feira, 30 de junho de 2026
Técnico italiano elogia maturidade da Seleção, explica mudanças táticas e admite novo titular após lesão de Lucas Paquetá
Michelly Perez - 30/06/2026 • 12:15
Foto: William Volcov/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 veio com emoção, superação e novas possibilidades para a equipe de Carlo Ancelotti. Depois de sair atrás no placar, a Seleção virou sobre o Japão por 2 a 1, em Houston, nos Estados Unidos, garantiu vaga na próxima fase e viu Endrick ganhar força na disputa por uma vaga entre os titulares.
Após a partida, o treinador italiano confirmou que o jovem atacante pode começar jogando nas oitavas de final, principalmente diante da lesão muscular de Lucas Paquetá, que deixou o gramado ainda no intervalo.
Muito questionado por não utilizar Endrick na estreia da Copa, contra Marrocos, Ancelotti explicou que o cenário mudou. Com Paquetá fora e a necessidade de aumentar a presença ofensiva na área, o atacante respondeu positivamente quando foi acionado diante dos japoneses.
“Sim, podemos começar dessa maneira. Precisávamos de mais força dentro da área, e o Endrick nos deu intensidade, presença e fez uma grande partida”, afirmou o treinador.
Caso a ausência de Paquetá seja confirmada para o próximo compromisso, Endrick aparece como favorito para assumir a vaga no time titular.
O Brasil encontrou muitas dificuldades no primeiro tempo. Bem fechado defensivamente, o Japão neutralizou as infiltrações da equipe brasileira e ainda aproveitou um erro de Danilo para abrir o placar com Kaishu Sano.
Na etapa final, Ancelotti mudou a estratégia. A Seleção passou a explorar as jogadas pelos lados do campo e intensificou os cruzamentos para a área adversária.
A mudança deu resultado. Casemiro empatou de cabeça após cruzamento preciso de Gabriel Magalhães e, já nos acréscimos, Gabriel Martinelli aproveitou assistência de Bruno Guimarães para marcar o gol da vitória e garantir a classificação brasileira.
Segundo Ancelotti, a capacidade de encontrar soluções durante a partida mostra a evolução da equipe.
“Tivemos dificuldades porque o Japão defendia muito bem. Mudamos a forma de atacar, aumentamos a presença na área e encontramos o caminho para vencer”, analisou.
Mais do que a vaga nas oitavas, a vitória teve um significado especial. Desde a Copa do Mundo de 2002, quando derrotou a Inglaterra nas quartas de final, o Brasil não conseguia uma virada em um jogo eliminatório de Mundial.
Para Ancelotti, o resultado demonstra que a equipe amadureceu ao longo da competição e ganhou confiança para enfrentar momentos de pressão.
“Mesmo quando estávamos perdendo, eu sentia que a equipe estava organizada. No futebol moderno é normal sofrer. O importante é manter a calma e acreditar até o fim”, destacou.
Agora, o Brasil aguarda o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer seu adversário nas oitavas de final. A partida será disputada no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey.
A expectativa gira em torno da recuperação de Lucas Paquetá, que sofreu lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda e ainda não tem prazo para voltar. Enquanto isso, Endrick desponta como a principal novidade na equipe de Carlo Ancelotti.
Depois de uma classificação conquistada na raça, a Seleção chega à próxima fase embalada por uma virada histórica, novas alternativas ofensivas e a confiança renovada de que o sonho do hexacampeonato segue mais vivo do que nunca.