ícone whatsapp

Capa • As melhores do mês

Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

PF “fecha o cerco” contra servidores da AGRAER que falsificam documentos para obter terras no Pantanal

Organização teve bens sequestrados e bloqueio de valores que podem superar R$ 3 milhões

Michelly Perez - 08/05/2025 • 07:54

Foto: divulgação

A quinta-feira (8) começou agitada em Campo Grande, com as equipes da Polícia Federal dando um “bom dia” diferenciado para suspeitos de envolvimento em um esquema de de grilagem de terras da União no Pantanal de MS e fraudes na emissão e comercialização de Cotas de Reserva Ambiental  e Títulos de Cota de Reserva Ambiental Estadual.

Segundo as primeiras informações, empresários e fazendeiros da região, em conjunto com servidores da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (AGRAER), falsificavam documentos e os inseriam em processos administrativos de titulação para obterem áreas dentro do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, localizado em faixa de fronteira.

Eles omitiriam que as áreas em questão pertenciam à União — o que tornaria a AGRAER incompetente para decidir sobre tais terrenos. Ainda assim, os processos tramitavam normalmente no órgão, possivelmente com o envolvimento de propina, até a emissão de títulos irregulares.

Ou seja,  se ninguém identificasse a origem pública da terra, a titularização era concluída de forma ilegal. Caso a fraude fosse percebida durante o trâmite, o processo era cancelado sob a justificativa de irregularidade, alegando-se erro no reconhecimento da titularidade da área.

Ao todo foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande e um em Rio Brilhante/MS, além do sequestro de bens e bloqueio de valores que podem superar R$ 3 milhões.

Os envolvidos poderão responder, entre outros, pelos crimes de associação criminosa, usurpação de bens da União, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema público e infrações ambientais.

 

Tags: agraer, Fraudes, Polícia Federal,