Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Volumes expressivos foram registrados, mas níveis já apresentam tendência de queda em julho
Michelly Perez - 17/07/2025 • 16:27
Foto: reprodução
A Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul, registrou chuvas acima da média histórica em 8 dos 11 pontos de monitoramento durante o período chuvoso 2024/2025. Os dados foram coletados pela Sala de Situação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).
O bom desempenho das chuvas resultou na recuperação dos níveis dos rios na Bacia do Paraguai. Nenhuma das estações monitoradas apresentou cota de estiagem nos meses de abril, maio e junho de 2025, diferentemente do ano anterior.
Diante deste cenário, a bacia foi classificada como área sem seca ou com seca fraca no Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) em junho. Esse período favorável é resultado das chuvas acima da média histórica na região.
Entre os pontos com chuvas acima da média histórica, destacam-se Ladário, que registrou 1.082,8 mm de chuva – 412,2 mm acima da média do período; Miranda, com um acumulado de 1.034,2 mm, superando em 236,2 mm a média histórica; e Palmeiras, na região do rio Aquidauana/Miranda, com 1.091,8 mm – um excedente de 139,1 mm.
Outras estações, como São Francisco (rio Paraguai), Aquidauana e Coxim (rio Taquari), também apresentaram volumes superiores às médias, embora com variações menos expressivas.
Na contramão, a estação de Porto Esperança (Corumbá) registrou o maior déficit do período: 468,4 mm de chuva, o que representa 257,9 mm a menos que a média histórica, ou 35,5% abaixo do esperado. As estações de Porto Murtinho e Pousada Taiamã também apresentaram acumulados inferiores à média, embora com desvios menos acentuados
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