Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Problema foi discutido em Audiência Pública, com a presença de autoridades, pais e especialistas
Michelly Perez - 01/09/2025 • 12:29
Foto: Izaias Medeiros
O direito à educação infantil, garantido por lei, ainda é uma realidade distante para milhares de famílias em Campo Grande. Nesta segunda-feira (1º), a Câmara Municipal realizou uma Audiência Pública para debater a falta de vagas, mas os números alarmantes de 5.638 crianças na fila de espera mostraram que, apesar das promessas, o problema persiste.
O encontro reuniu autoridades e especialistas que, ano após ano, debatem o mesmo tema. A vereadora Luiza Ribeiro, proponente do debate, questionou a eficácia das políticas públicas, afirmando que a cidade “ainda não dá acesso a todos que precisam”.
O vereador Professor Juari, por sua vez, foi direto ao ponto: não haverá avanço se as crianças não forem prioridade no orçamento. O discurso ecoou a crítica de muitos pais que veem a falta de vagas como um reflexo de prioridades mal definidas na gestão pública.
Enquanto o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, prometeu zerar a fila e destacou a redução de 13 mil para os atuais 5,6 mil alunos, a realidade nas casas das famílias que aguardam uma vaga é de frustração. O discurso otimista contrasta com a espera de milhares de pais que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos.
O defensor público Eugenio Luiz Damião não poupou críticas. Ele afirmou que o poder público tem uma “dívida” com a sociedade, já que não consegue cumprir o direito constitucional à educação. A fala de Damião resumiu o sentimento de muitos: o problema não é a falta de debate, mas a falta de ação efetiva e de compromisso em garantir que todas as crianças tenham acesso a uma educação de qualidade.
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