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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Golpe no Farmácia Popular usava CPF de moradores para “vender” remédios que nunca existiram

Esquema descoberto em Dourados registrava vendas falsas no sistema do programa

Michelly Perez - 10/02/2026 • 09:05

Foto: Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal escancarou, nesta terça-feira (10), um esquema milionário de fraudes no programa Farmácia Popular, usado por um grupo criminoso para desviar dinheiro público em diversas regiões do Brasil. A ação resultou no bloqueio de bens que ultrapassam R$ 8 milhões, além do cumprimento de mandados em quatro estados.

Batizada de Operação OTC – Over The Counter, a ofensiva foi realizada em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens nas cidades de João Pessoa (PB), Pirangi (SP), Carazinho (RS) e Lagoa Santa (MG), por determinação da Justiça Federal de Dourados (MS).

As investigações começaram após a descoberta de fraudes em farmácias credenciadas ao Farmácia Popular em Dourados, onde os suspeitos utilizavam nomes e CPFs de pessoas comuns, sem o conhecimento delas, para registrar a venda fictícia de medicamentos. Na prática, os remédios nunca eram entregues, mas o sistema do programa apontava a comercialização como se fosse real.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava “laranjas” para alimentar o sistema oficial do programa, simulando a venda em larga escala de medicamentos inexistentes. Com isso, os criminosos conseguiam receber indevidamente recursos públicos, causando prejuízo milionário aos cofres federais.

As apurações indicam que o esquema não se limitava a Mato Grosso do Sul. A organização criminosa atuava de forma estruturada e espalhada pelo país, sendo responsável por fraudes em larga escala no Farmácia Popular.

Por decisão da 2ª Vara Federal de Dourados, foram bloqueadas contas bancárias, veículos e imóveis pertencentes a sete empresas e nove pessoas físicas ligadas ao esquema. As investigações continuam e os envolvidos podem responder por crimes como estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Tags: Farmácia Popular, Fraude, policia,