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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Orelha na Sapucaí: O grito de justiça que uniu Rita Lee e o mascote da Praia Brava no desfile da Mocidade

Escola de Padre Miguel emocionou o Rio ao transformar a tragédia do cão comunitário em manifesto contra a crueldade

Michelly Perez - 17/02/2026 • 09:13

Foto: montagem Revista A Foto

O desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel na noite de ontem (16) foi muito além da celebração estética. Ao homenagear a eterna Rita Lee com o enredo “Padroeira da Liberdade”, a escola da Zona Oeste transformou a Marquês de Sapucaí em um tribunal a céu aberto ao levar para a Avenida a história do cão Orelha, o mascote comunitário brutalmente assassinado em Florianópolis no início deste ano.

A alegoria, que celebrou o fervoroso ativismo de Rita Lee pela causa animal, serviu como um lembrete doloroso de que a “padroeira” estaria, como afirmou a escola, “profundamente revoltada e exigindo justiça”.

A tragédia que chocou o país

Orelha, um cão dócil de aproximadamente 10 anos, era o xodó dos moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha de Santa Catarina. Em janeiro de 2026, após dias desaparecido, o animal foi encontrado agonizando em uma área de mata. Os laudos confirmaram que Orelha morreu em decorrência de um trauma severo na cabeça, fruto de agressões bárbaras.

Rita Lee: A voz dos que não falam

O enredo assinado por Renato Lage e Paulo Cesar Barros não apenas relembrou a trajetória musical de Rita — desde a explosão dos Mutantes até sua emancipação como ícone do rock — mas destacou sua faceta de “bruxa raiz” e defensora ferrenha da vida.

Ao incluir Orelha no desfile, a Mocidade conectou a energia libertária da cantora com uma pauta urgente: o fim da impunidade em crimes contra animais. Para o público, o carro alegórico foi uma promessa de que o nome de Orelha não será esquecido enquanto a justiça não for feita.

Tags: desfile na Sapucaí, Homenagem, Orelha,