Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Letícia Couto, da UFMS, vence categoria de prestígio no 2º Prêmio Mulheres e Ciência
Michelly Perez - 23/02/2026 • 08:16
Foto: divulgação-UFMS
Você sabia que, entre quase 700 das mentes mais brilhantes do Brasil, uma das maiores referências atuais na ciência vem de Mato Grosso do Sul? O nome da vez é Letícia Couto, professora do Instituto de Biociências (Inbio) da UFMS. Ela acaba de ser anunciada como a grande vencedora da categoria Estímulo (Ciências da Vida) de uma das premiações mais importantes do país: o 2º Prêmio Mulheres e Ciência.
A princípio, pode parecer apenas mais um título acadêmico, mas os números revelam a magnitude da conquista. Letícia concorreu com nada menos que 684 inscritas de todas as regiões do Brasil. Nesse sentido, o prêmio concedido pelo CNPq — em parceria com ministérios e órgãos internacionais como o British Council — não é apenas um troféu na estante. Pelo contrário, trata-se do reconhecimento máximo para quem está mudando a face da pesquisa científica brasileira hoje.
“Fiquei surpresa e muito feliz. É gratificante representar tantas mulheres parceiras de pesquisa e servir de incentivo para a futura geração que estamos formando”, celebra a pesquisadora.
Além disso, surge a curiosidade: o que faz, na prática, uma cientista de elite? Letícia é a fundadora e coordenadora do Laboratório de Ecologia do Inbio. Dessa forma, seu trabalho torna-se vital para a sobrevivência do nosso estado, atuando em frentes críticas como:
Restauração e Conservação: Criando estratégias reais para recuperar áreas degradadas.
Diversidade Biológica: Protegendo a riqueza do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.
Formação de Talentos: Coordenando a pós-graduação em Biologia Vegetal e inspirando novas meninas a entrarem nos laboratórios.
Diferente de prêmios voltados apenas ao “conjunto da obra” no fim da carreira, a categoria Estímulo foca em pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010 e já apresentam um impacto revolucionário. Portanto, Letícia provou que a ciência feita em Mato Grosso do Sul é competitiva, moderna e, principalmente, essencial para o futuro.
Em suma, o reconhecimento oficial acontecerá no dia 5 de março, em Brasília. Lá, Letícia levará o nome da UFMS para o centro dos holofotes, reafirmando que a ciência brasileira tem rosto, tem garra e, agora, tem o sotaque do nosso Pantanal.