Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Casos disparam em 2026 e superam todo o ano passado; situação na Reserva Indígena acende alerta
Michelly Perez - 18/03/2026 • 10:06
Fotos: Assecom
A Prefeitura de Dourados confirmou ontem (17), a quarta morte por Chikungunya na Reserva Indígena, onde o avanço da doença já é tratado como epidemia pelas autoridades de saúde.
De acordo com o boletim mais recente, são 407 casos notificados nas aldeias, com 202 confirmações e quatro óbitos. As vítimas incluem idosos e até um bebê de apenas três meses, o que reforça a gravidade da situação.
Enquanto isso, na área urbana, os números também preocupam. Em 2026, já são 912 notificações, sendo 379 casos confirmados — um salto expressivo em relação a 2025, quando todo o município registrou apenas 184 casos e uma morte.
Mesmo com uma população muito menor, a Reserva Indígena concentra índices proporcionalmente mais altos, o que acende um alerta para a rápida disseminação da doença.
Para tentar conter o avanço, a Prefeitura montou uma força-tarefa com mutirões nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com apoio do Governo do Estado e equipes de municípios vizinhos. Mais de 4 mil imóveis já foram vistoriados, e cerca de mil focos do mosquito foram encontrados — a maioria em caixas d’água, lixo e pneus.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta, dores intensas no corpo e pode causar complicações graves, inclusive neurológicas.
O secretário municipal de Saúde reforça que, apesar das ações, o combate depende diretamente da população. A recomendação é eliminar qualquer recipiente que acumule água parada, principal criadouro do mosquito.
Diante do avanço acelerado e do número crescente de casos e mortes, o cenário em Dourados é de alerta máximo.
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