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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Marina Silva destaca urgência climática e papel do Pantanal na abertura da COP15 em Campo Grande

Ministra alerta para urgência na conservação de espécies migratórias e destaca o Bioma como símbolo de vida e sustentabilidade

Michelly Perez - 23/03/2026 • 12:11

Foto: Ueslei Marcelino/MMA

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, abriu, na manhã desta segunda‑feira (23), a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) em Campo Grande, enfatizando a importância da cooperação internacional para enfrentar a crise ambiental e proteger rotas migratórias de animais no planeta.

O evento, realizado no Pantanal de Mato Grosso do Sul, reúne representantes de países, cientistas, organizações ambientais e autoridades governamentais para discutir medidas concretas de conservação de espécies e fortalecer políticas ambientais multilaterais.

Pantanal símbolo de vida e interconexão

Em sua fala, Marina Silva ressaltou que a escolha de Campo Grande — e do bioma do Pantanal — como sede da conferência agrega simbolismo à luta pela conservação ambiental. “O Pantanal é uma terra de encontros — onde rios se tornam lagos, onde a floresta se abre em campos, onde as aves do norte e do sul encontram pouso”, disse a ministra ao público presente, destacando que o bioma representa “a visão inspiradora que deve guiar os trabalhos desta conferência”.

A ministra também lembrou os dados alarmantes sobre a situação das espécies migratórias no mundo: “49% apresentam declínio populacional e 24% já se encontram ameaçadas de extinção” — um alerta claro de que as rotas da vida selvagem estão em risco devido às mudanças climáticas, degradação de habitats e poluição.

Capacidade de ação global e cooperação

Marina Silva colocou o Brasil como protagonista na defesa de uma agenda ambiental efetiva. No discurso, ela lembrou que sediar este evento apenas quatro meses após a realização da COP30 do clima revela o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e o multilateralismo.

Segundo a ministra, a conferência deve gerar uma mensagem clara ao mundo: se trabalharmos juntos, é possível conciliar desenvolvimento e conservação; é possível gerar riqueza sem destruir o patrimônio natural que nos sustenta.

Desenvolvimento sustentável 

Além da proteção das espécies, um dos temas-chave do discurso foi a necessidade de integrar políticas ambientais com oportunidades econômicas e sociais — um ponto de grande relevância para produtores, comunidades tradicionais e setores ligados ao ecoturismo no Mato Grosso do Sul.

A vida é travessia, é encontro, é continuidade. Proteger essas rotas é alimentar a esperança de que o planeta permaneça vivo e diverso”, afirmou Marina Silva, evocando um apelo poético e urgente para que as decisões tomadas nos próximos dias reflitam uma postura comprometida com a preservação e o futuro de todas as formas de vida.

COP15 e desafios futuros

A conferência, que segue ao longo da semana, tem como foco central não apenas a proteção de espécies migratórias como também a construção de parcerias que promovam ações concretas de conservação entre nações. Temas como conectividade ecológica, financiamento climático e políticas públicas com comunidades locais estão entre os pontos prioritários.

Para o Mato Grosso do Sul, Estado que abriga parte do Pantanal — uma das maiores áreas úmidas contínuas do mundo — a COP15 representa uma oportunidade única de reforçar a importância do bioma na agenda ambiental global, assim como de atrair investimentos e visibilidade à sua biodiversidade.

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