Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Além da biodiversidade, presidente critica falhas internacionais e defende ação conjunta contra crises globais
Michelly Perez - 23/03/2026 • 10:02
Foto:Rogério Cassimiro/MMA
Durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção‑Quadro sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso ontem (22), para chamar atenção não apenas para a proteção da biodiversidade, mas também para o cenário geopolítico atual, marcado por conflitos e a alegada inação de instâncias internacionais.
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Lula destacou que a conferência ocorre em um período de “grandes tensões geopolíticas” e criticou a atuação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que o órgão tem se mostrado omisso na busca por soluções de conflitos globais, mesmo tendo um papel histórico importante em processos como a erradicação da varíola e a recomposição da camada de ozônio.
“Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando regra. Mas o Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos”, afirmou o presidente, em uma crítica velada à falta de resposta efetiva da ONU diante de guerras e tensões atuais.
Lula afirmou que um mundo sem regras é também um mundo inseguro, em que qualquer país pode ser a próxima vítima de violência ou instabilidade, e defendeu a necessidade de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado como forma de enfrentar crises que ultrapassam fronteiras.
Além da crítica ao funcionamento do Conselho de Segurança da ONU, o presidente reforçou que a COP15 deve ser um espaço para avanços coletivos, não apenas na proteção das espécies migratórias, mas também na busca por soluções globais que combinem sustentabilidade ambiental e justiça entre as nações