Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Operação “Buraco Sem Fim”prendeu 7 investigados e apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo
Michelly Perez - 12/05/2026 • 09:49
Foto: MPMS
A manhã desta terça-feira (12) foi marcada por uma das maiores operações já realizadas contra suspeitas de corrupção em contratos de infraestrutura em Campo Grande. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação “Buraco Sem Fim”, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos ligados aos serviços de tapa-buraco e manutenção de vias da Capital.

Equipes em um dos endereços investigados
Ao todo, o Gecoc e o Gaeco cumpriram 7 mandados de prisão preventiva — entre os alvos está o ex-secretário da Sisep, Rudi Fiorese — além de 10 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões da cidade.
Segundo o MPMS, a investigação identificou uma organização criminosa que atuaria fraudando medições de obras e liberando pagamentos por serviços supostamente não executados de forma correta. A suspeita é de que contratos públicos eram manipulados para permitir desvios de dinheiro e enriquecimento ilícito dos envolvidos.
Durante as buscas, os investigadores apreenderam pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos imóveis, foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Em outro endereço, havia mais R$ 233 mil guardados em notas de Real.

Foto: PREF. CG
As apurações apontam que a empresa investigada acumulou, entre 2018 e 2025, contratos e aditivos que ultrapassam R$ 113,7 milhões junto ao município.
O caso provoca forte impacto político e administrativo na Capital, principalmente porque os contratos investigados envolvem justamente um dos serviços mais criticados pela população: o tapa-buraco.
Enquanto milhões eram pagos, moradores continuavam convivendo com ruas deterioradas, remendos temporários e crateras espalhadas pelos bairros de Campo Grande.
Até o momento a prefeitura de Campo Grande não se manifestou sobre as investigações. (matéria alterada para atualização de informações)
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