Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Fórum internacional reúne embaixadores e autoridades para discutir o papel do Brasil na segurança alimentar e na transição energética
Michelly Perez - 19/06/2026 • 08:36
Foto: Saul Schramm/Secom-MS
Com investimentos bilionários, liderança em bioenergia e uma agropecuária cada vez mais voltada à sustentabilidade, Mato Grosso do Sul quer se consolidar no mapa global da produção de alimentos e da energia renovável. E foi justamente para discutir esse cenário que o Estado recebeu, nesta quinta-feira (18), o Fiap 2026 (Fórum Internacional da Agropecuária), em Campo Grande.
Com o tema “Receita brasileira: a resposta da agropecuária à demanda por alimentos e energia”, o encontro reuniu embaixadores, adidos agrícolas e representantes do Brasil, de outros 14 países e da União Europeia na sede da Famasul.
Na abertura do evento, o governador Eduardo Riedel destacou que Mato Grosso do Sul vem se posicionando como uma das regiões mais estratégicas do país para atender à crescente demanda mundial por alimentos e energia limpa. Segundo ele, além da força do agronegócio, o Estado avança em infraestrutura e logística para ampliar a competitividade e alcançar novos mercados.
“Construímos, junto com o setor privado, soluções e oportunidades para as pessoas, e ganhamos tração nesse desenvolvimento. Com isso crescemos o dobro da média brasileira em uma década, isso se traduz em oportunidade de emprego e renda”.
Hoje, Mato Grosso do Sul conta com uma carteira superior a R$ 105 bilhões em investimentos privados previstos, sendo R$ 81 bilhões já consolidados. O crescimento, segundo o governo estadual, é resultado da combinação entre produtividade, industrialização e sustentabilidade.
O Fiap 2026 também debate temas considerados centrais para o futuro do agro, como segurança alimentar, biocombustíveis, comércio internacional, acordo Mercosul-União Europeia, pecuária, expansão agropecuária e a Rota Bioceânica.
No setor energético, o Estado já se destaca como uma referência nacional em bioenergia. Atualmente, são 22 usinas em operação — 19 ligadas à cana-de-açúcar e três ao etanol de milho — responsáveis pela produção de etanol, açúcar e bioeletricidade, com parte da energia excedente sendo exportada para o sistema nacional.
Ao sediar o fórum internacional, Mato Grosso do Sul busca reforçar sua imagem como um dos principais polos brasileiros de produção sustentável, em um momento em que o mundo volta os olhos para soluções capazes de garantir alimentos, energia limpa e desenvolvimento econômico.
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