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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Prematuro de 29 semanas supera desafios e vai para casa após 46 dias de luta e esperança

Allan nasceu com apenas 1,7 kg e transformou um período de medo em uma história de superação

Michelly Perez - 24/06/2026 • 09:08

Foto: Unimed

O que começou com susto, medo e incerteza terminou em um dos momentos mais esperados pela família: o pequeno Allan finalmente voltou para casa, no colo dos pais, após 46 dias de internação em Campo Grande.

A história começou ainda durante a gestação de Alexia Nicole dos Santos Miranda, 27 anos, quando um descolamento de placenta mudou completamente os planos da família. O que era para ser uma gravidez de expectativa tranquila passou a ser vivido dia após dia, dentro do hospital, com acompanhamento constante e a esperança de que cada dia dentro do útero fosse uma conquista a mais.

Mas Allan nasceu antes do tempo. No dia 1º de maio, com apenas 29 semanas de gestação, ele veio ao mundo medindo 39 centímetros e pesando 1,735 quilo. Pequeno no tamanho, mas forte desde o primeiro instante.

“Foi tudo muito rápido e assustador. Ele era muito pequenininho… minha maior dúvida era se eu ia ouvir meu filho chorar. E ele chorou forte. Quando eu peguei ele no colo, foi o melhor momento da minha vida”, lembra a mãe.

Logo após o nascimento, Allan foi direto para a UTI neonatal. Ali começou uma nova fase da história — uma rotina de aparelhos, monitoramento constante e pequenas vitórias diárias: ganhar peso, amadurecer o organismo, reagir aos cuidados.

Para Alexia, cada visita era um misto de dor e alívio. Dor por não poder levar o filho para casa. Alívio por vê-lo cercado de cuidado.

“Mesmo sem ficar o tempo todo com ele, eu sabia que ele estava sendo bem cuidado. Isso me dava força para continuar”, conta.

Ao lado da família, uma equipe multiprofissional acompanhou cada etapa do processo. Médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos e assistentes sociais dividiram a responsabilidade de transformar um período delicado em algo mais leve e humano.

Trabalho em equipe

A ginecologista e obstetra Analícia Neves Fiorentino, que acompanhou o caso desde a gestação, resume o esforço coletivo.

“Foi um trabalho de muitas mãos. Uma equipe muito comprometida, que atuou não só na parte clínica, mas também no cuidado emocional da mãe e da família. Isso fez toda a diferença”, afirma.

Os dias passaram devagar até que, na última segunda-feira (15), o choro de Allan já não era mais de um hospital. Era de saída. Com 46 dias de vida, ele recebeu alta e atravessou a porta do hospital pela primeira vez rumo à casa da família.

O momento, aguardado desde o nascimento, marcou o fim de uma etapa difícil e o começo de outra cheia de esperança. Para Alexia, o sentimento é de gratidão.

A história de Allan é uma entre tantas que nascem dentro de uma UTI neonatal, mas carrega algo que permanece fora dos aparelhos: o vínculo entre mãe e filho, fortalecido mesmo à distância, e a certeza de que cada pequeno avanço pode significar uma grande vitória.

Hoje, em casa, cercado pela família, Allan segue crescendo — no tempo dele, do jeito dele — depois de transformar 46 dias de luta em uma história de recomeço. (com informações Unimed)

 

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