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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

STF deve decidir futuro de prisão domiciliar de Bolsonaro após pedido de extensão da defesa

Advogados alegam agravamento de saúde e pedem manutenção do benefício por prazo indeterminado

Michelly Perez - 24/06/2026 • 09:14

Foto: Fabio Rodrigues

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação da prisão domiciliar atualmente cumprida pelo ex-chefe do Executivo. Os advogados solicitam que o benefício seja estendido por “prazo que se repute adequado”, sob argumento de que o quadro de saúde do ex-presidente exige acompanhamento contínuo.

O pedido será analisado por Moraes, que deve encaminhar a solicitação para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), antes de tomar uma decisão. O ministro também avalia os elementos relacionados ao processo, incluindo informações médicas apresentadas pela defesa.

Segundo os advogados, desde que passou a cumprir a prisão domiciliar, Bolsonaro mantém acompanhamento médico regular, com sessões de fisioterapia, uso controlado de medicamentos e monitoramento constante de sua condição de saúde. A defesa afirma que o tratamento segue orientações médicas e que houve agravamento de problemas clínicos que inviabilizariam o retorno ao sistema prisional.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março e utiliza tornozeleira eletrônica. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apura tentativa de golpe de Estado.

Depoimento sobre arma 

Nesta terça-feira (23), o ex-presidente também prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, em uma oitiva que durou cerca de 45 minutos. O procedimento ocorreu dentro do condomínio onde ele reside sob monitoramento judicial.

O depoimento está relacionado à investigação sobre uma arma registrada em nome de Bolsonaro que foi apreendida durante uma blitz em Brasília. O caso ganhou repercussão após a apreensão do armamento com um segurança do ex-presidente, que afirmou que o objeto seria encaminhado para manutenção.

Após o episódio, o ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos sobre a circunstância da retirada da arma, ocorrida às vésperas do encerramento do período de 90 dias da prisão domiciliar temporária.

Na decisão que ainda será tomada, o STF poderá avaliar não apenas o pedido de extensão da domiciliar, mas também os elementos reunidos nas investigações em andamento.

No regime atual, Bolsonaro permanece sob monitoramento eletrônico e está sujeito a restrições como a proibição de uso de celular, redes sociais — inclusive por meio de terceiros — e gravações para divulgação pública. As visitas também dependem de autorização do Supremo.

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