Campo Grande - quarta-feira, 8 de julho de 2026
Prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro
Michelly Perez - 08/07/2026 • 08:15
Foto:Gabriela Biló /Folhapress
A operação da Polícia Federal realizada ontem (7) aumentou a pressão sobre o grupo político do senador Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. O prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, foi alvo de mandado de busca e apreensão na sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
Segundo a Polícia Federal, a investigação é baseada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e apura crimes como contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. Durante a operação, Canella foi preso em flagrante por porte irregular de um fuzil calibre .556 encontrado em seu veículo.
De acordo com a reportagem da Folha de S.Paulo, a situação do prefeito já era considerada um ponto de vulnerabilidade para a composição da chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. A indicação de Canella teria ocorrido no contexto da aliança entre o PL e o União Brasil no estado.
Nos bastidores, lideranças discutem alternativas caso a pré-candidatura de Canella se torne inviável. Entre os nomes cogitados estão o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi e o deputado Marcelo Crivella, embora ainda não haja definição.
O episódio ocorre após outras dificuldades enfrentadas pelo grupo político de Flávio Bolsonaro no Rio. O ex-governador Cláudio Castro desistiu da pré-candidatura ao Senado depois de ser alvo de investigações da Polícia Federal, enquanto o deputado Douglas Ruas, pré-candidato ao governo estadual, viu frustrada a expectativa de assumir o comando do Executivo fluminense após decisão do Supremo Tribunal Federal.
Dentro do PL, ainda não há consenso sobre quem deverá disputar a vaga ao Senado. Entre os nomes mencionados estão o senador Carlos Portinho e o deputado Carlos Jordy. Já o líder da bancada do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, também perdeu força nas discussões após ser alvo de investigação da Polícia Federal.
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