Campo Grande - quarta-feira, 15 de julho de 2026
Deputado federal afirma que medida representa intervenção nas eleições e restrição ao direito de defesa do ex-presidente
Michelly Perez - 15/07/2026 • 09:00
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Em nota, Pollon classificou a medida como “perseguição política” e “intervenção nas eleições”. Segundo o parlamentar, a decisão também representa uma restrição ao exercício da advocacia e ao direito constitucional à ampla defesa, argumentando que Flávio Bolsonaro integra a equipe de defesa técnica do ex-presidente.
“Primeiro proibiram Bolsonaro de falar. Agora proíbem que um de seus próprios advogados o visitem”, afirmou o deputado.
Pollon também comparou a situação com a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que, na época, Lula recebeu visitas, concedeu entrevistas e realizou articulações políticas enquanto estava preso.
Na avaliação do deputado, quando direitos fundamentais variam de acordo com quem é o investigado ou acusado, a atuação da Justiça deixa de ser imparcial. Ele voltou a afirmar que a decisão representa perseguição política e interferência no processo eleitoral.
Até o momento, o STF não havia se manifestado sobre as declarações do parlamentar.
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