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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Brasil registra déficit habitacional de 6 milhões de domicílios

O déficit habitacional tem predominância em domicílios com até dois salários-mínimos de renda

Michelly Perez - 25/04/2024 • 07:30

Barracos/Marcos Maluf

Pesquisa divulgada ontem (24), pela FJP (Fundação João Pinheiro), em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades indicou que em 2022, o déficit habitacional do Brasil totalizou 6.215.313 de domicílios, o que representa 8,3% do total de habitações ocupadas no país. Em termos absolutos, na comparação com 2019 (5.964.993), houve um aumento de cerca de 4,2% no total de domicílios déficit, porém o total relativo, ou seja, o percentual de domicílios déficit em relação ao total de domicílios particulares ocupados no país, permaneceu praticamente estável em relação a 2019 (8,4%).

Quando se analisam os dados sobre o déficit habitacional absoluto por região, em 2022, é de 773.329 no Norte do Brasil; 1.761.032 no Nordeste; 499.685 no Centro-Oeste; 2.433.642 no Sudeste e 737.626 na região Sul. Regionalmente, as habitações precárias (domicílios improvisados ou rústicos) são o principal componente responsável pelo déficit habitacional no Norte (42,8%) e Nordeste (39,9%), onde há maior relevância do déficit habitacional rural. Na porção Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, o predomínio é do ônus excessivo com o aluguel urbano.

No país, em 2022, o déficit habitacional tem predominância em domicílios com até dois salários-mínimos de renda domiciliar (R$2.640,00), prioritariamente aqueles da Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal (74,5%). No resultado geral do indicador, o componente ônus excessivo com o aluguel urbano (famílias com renda domiciliar de até três salários-mínimos que gastam mais de 30% de sua renda com aluguel) se destaca, com 3.242.780 de domicílios, o que representa 52,2% do déficit habitacional.

No recorte por sexo do responsável e cor/raça do responsável pelo domicílio, as mulheres aparecem como 62,6% do total (3.892.995) e pessoas não-brancas (exceto na região Sul do Brasil) são maioria em praticamente todos os componentes, consequentemente, no próprio déficit habitacional. A atualização dos dados para o ano de 2022 teve como base a PnadC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Cadastro Único para Programas Sociais CadÚnico.

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