Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Bastidores - Petista tem muito a responder e, se for esperta, a aprender
Da Redação - 03/05/2024 • 13:30
Camila Jara/Reprodução: redes sociais
‘A Camila é nova, vai aprender’. A frase é do maior nome da esquerda de Mato Grosso do Sul, o ex-governador Zeca do PT, e foi dita há um ano, após a primeira polêmica envolvendo a deputada federal de primeira viagem Camila Jara, também petista. Na época, a também deputada Caroline de Toni (PL/SC) ironizou o fato de Jara criticar a distribuição de renda brasileira enquanto usa Iphone de última geração e bolsas Louis Vuitton.
Pois é Zeca, pelo menos por enquanto, a Camila parece não ter aprendido.
A deputada petista segue andando com acessórios com custos exorbitantes para qualquer cidadão comum, de R$ 2 a R$ 7 mil reais nas imagens mais recentes. O discurso também segue o mesmo: a crítica social. Hipocrisia, segundo Caroline de Toni disse em 2023.
Camila Jara é neta de Narcisa Canhete Jara, uma das fundadoras do PT em Campo Grande, filha de outro militante histórico. Até 2019, era mais lutava nas brigas estudantis na UFMS. Na primeira vez, que disputou a eleição para vereadora, na cota das mulheres, conseguiu 3.470 votos, usando R$ 58 mil do Fundo Eleitoral, um feito incrível.
Mas tudo foi se perdendo com ascensão da petista no Congresso Nacional. Ao se tornar deputada federal, com 56.552 votos, Camila rapidamente virou queridinha da cúpula do PT Nacional.
Passou a participar de agendas do ministeriais de Lula, sendo recebida constantemente por Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais e Janja, a mulher do Lula. A rápida evolução chegou a dividir o PT regional.
Mesmo assim, Camila se coloca como pré-candidata petista à Prefeitura de Campo Grande. Mas Camila tem uma série de fatores contra. Primeiro a dificuldade de dialogar fora da bolha. No seu primeiro teste, na sabatina da Rádio CBN Campo Grande, ao defender o governo Lula, soltou que os servidores federais só estão em greve porque o atual governo permite, dizendo que no governo Bolsonaro ameaçava.
Camila também não consegue desassociar da classe média em que vive. Garota que estudou no colégio Dom Bosco, longe da rede pública.
Ela como qualquer um, gosta do que é bom. No Congresso, ao levar suco de uva produzido pela Agricultura familiar ao ex-ministro de Bolsonaro e atual deputado federal, Ricardo Salles, para produzir engajamento na sua rede social, levou uma invertida da parlamentar catarinense, Caroline De Toni, que mandou a sul-mato-grossense vender sua bolsa de grife e iPhone, e dividir com os que mais precisam.
A bolsa foi motivo de pesquisa de muitos curiosos para saber o quanto custava. Afinal não é qualquer um que tem uma bolsa de R$ 7 mil.
No dia do Trabalhador, 1º de maio, prestigiou evento do Sindicato dos Bancários, tendo levado em sua companhia a bolsa Yves Saint Laurent, que custa entre R$ 2,3 a R$ 2,9 mil. Uma luxúria para formada em Ciência Social na UFMS que defende tanto a igualdade, divisão de renda e taxação dos super ricos.
Além disso, ficam algumas questões:
Camila, onde a senhora estava na greve dos servidores públicos?
Camila, onde a senhora estava na promessa de casa do Programa Minha Casa, Minha Vida para moradores da Favela Mandela após incêndio?
Camila, onde a senhora estava nas queimadas que continuam matando o Pantanal?
Camila, a senhora anunciou que Lula vinha para Campo Grande lançar a pré-candidatura. Não só não o fez, como o presidente esteve em evento do JBS dos irmãos Batistas. Foi mentira da senhora?
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