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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Tietado, a dúvida é se Bolsonaro pode definir eleição em Campo Grande

Rejeição do ex-presidente é grande, conforme instituto de pesquisa

Marcos Maluf - 02/07/2024 • 10:00

Jair Bolsonaro e Reinaldo Azambuja /Foto: Marcos Maluf

Jair Bolsonaro (PL) é, com certeza, uma das figuras mais emblemáticas neste período de pré-campanha em Campo Grande. Pelo menos três nomes fortes do pleito procuraram, e ainda procuram, apoio do ex-presidente. A dúvida é qual o peso eleitoral da figura por aqui.

Conforme pesquisa mais recente que avaliou a eleição na Capital, realizada pelo Instituto 100% Cidades, 26% dos entrevistados avaliam que votariam com certeza no candidato apoiado por Bolsonaro e outros 32,4% que poderiam votar. Porém 36,2% avaliam que não escolhem de jeito algum quem é apoiado pelo ex-presidente, e 5,4% não responderam.

O Instituto ouviu 600 pessoas entre 6 e 13 de junho deste ano, e tem 4% de margem de erro, além de 95% de índice de confiança. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número MS-06425/2024.

Os dados mostram que Bolsonaro traz sim um apoio, porém leva com ele também uma enorme rejeição.

Mesmo assim, o ex-presidente tem sido tietado pelos candidatos municipais. André Puccinelli (MDB), por exemplo, foi atrás do PL de Bolsonaro antes de desistir do pleito. Falou, inclusive, sobre o tema publicamente.

No próprio partido, Bolsonaro chegou a declarar apoio à candidatura do deputado estadual João Henrique Catan, depois voltou atrás e indicou Rafael Tavares. Novamente desistindo, apoiou o Tenente Portela.

Senadora Tereza Cristina aponta apoio à Adriane. Foto: Marcos Maluf

No vai-e-vem, a aliada de primeira ordem, senadora Tereza Cristina (PP), garante que Bolsonaro está com Adriane Lopes, prefeita e candidata à reeleição pelos Progressistas.

A surpresa veio semana passada, quando o ex-governador Reinaldo Azambuja e o atual chefe do Executivo Eduardo Riedel, ambos tucanos, tiveram com a cúpula do PL nacional. Valdemar da Costa Neto, chefão da sigla, afirmou que o PL pode indicar o vice de outro candidato, Beto Pereira (PSDB).

Foto: Marcos Maluf

Nessa briga toda por Bolsonaro, a dúvida atual é se realmente vale todo esse esforço. Isso só as urnas em outubro dirão.

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