Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Em Ponta Porã, candidata não comprovou gastos e pagou empresa de agronegócio para impressão gráfica
Michelly Perez - 16/12/2024 • 08:23
Foto: reprodução-internet
O Ministério Público instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral para investigar uma possível fraude na candidatura fictícia para o cargo de vereadora pelo Republicanos de Ponta Porá -MS. Denúncia indica que a candidata só obteve 11 votos, não fez publicações nas redes sociais e teria pago R$ 3,4 mil em materiais gráficos para uma empresa registrada como sendo de “serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita”.
Segundo o promotor Gabriel da Costa Rodrigues Alves “há indícios que a indicação da candidata se deu somente para completar a chapa de 30% de mulheres, já que embora tenha declarado em sua prestação de contas o gasto de R$ 300,00 com produção de jingle, a produção não foi divulgada em suas redes sociais e não fez nenhum santinho, colinha ou convite para reuniões”, disse.
Além disso, o MPE questiona a falta de apresentação de notas fiscais pelo prestador de serviço contratado para os materiais gráficos e que os gastos com adesivos para carros (R$ 1.000,00 e depois R$ 2.400,00) estão muito acima dos valores cobrados na cidade, que variam entre R$ 12,00 à R$ 15,00.
Diante disso, a candidata deverá prestar esclarecimentos e além disso, o empresário responsável pelo material gráfico deverá comprovar a capacidade operacional de confecção de banners, panfletos, adesivos e congêneres, registrando em relatório escrito e fotográfico.
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