Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Investigação constatou que profissional deveria atender durante 8 horas e trabalhava apenas 5 horas
Michelly Perez - 06/02/2025 • 08:12
Falta de atendimento gerou filas de pacientes em busca de socorro- Foto: assecom-Pref. Dourados
Uma médica de Dourados foi condenada a devolver R$ 90,8 mil em salários recebidos por horas não trabalhadas em uma unidade pública de saúde. Segundo a investigação, a doutora contratada para atuar na Equipe Saúde da Família Parque das Nações II, deveria atender os pacientes das 7 às 11 horas e das 13 às 17 horas. Contudo, ela assinava as folhas de frequência, mas não prestava, de fato, o serviço.
Segundo comprovado pelo MPMS por meio de depoimentos e diligências, a ré trabalhava durante 5 horas diárias, sendo que deveria atender durante 8 horas, cumprindo uma carga horária de 40 horas semanais. A fraude, sustentou a Promotoria, resultou em prejuízos para o atendimento na unidade de saúde, como o aumento das filas.
Além de devolver os salários, a médica foi condenada ao pagamento de multa civil, no mesmo valor, teve os direitos políticos suspensos por quatro anos e fica impedida de contratar ou receber incentivos fiscais ou quaisquer benefícios do Município de Dourados, pelo mesmo período. A ré pode recorrer ao Tribunal de Justiça.