Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Registros são de processos em que as vítimas ou autores não foram encontrados ou que ainda exigem diligências
Michelly Perez - 20/02/2025 • 07:57
Foto: SEJUSP
Na busca por soluções urgentes, a DGPC/MS (Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) instituiu um prazo de 90 dias para que uma Grupo de Trabalho analise quase 6 mil boletins de ocorrência registrados na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Campo Grande que estão pendentes. A portaria de criação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (20).
O Grupo que atuará na Acadepol/MS (Academia de Polícia Civil Delegado Júlio César da Fonte Nogueira), em Campo Grande vai analisar os registros de casos represados, aqueles em que as vítimas ou autores não são encontrados no endereço e nem por telefone, bem como desistência de representação por parte das vítimas ou ausência/inexistência de provas.
O mutirão será coordenado pelo delegado-geral adjunto, Márcio Custódio, e pela delegada de polícia Maria de Lourdes Cano, que terão como atribuições o levantamento e análise dos Boletins de Ocorrência; identificação de casos que necessitam de reavaliação ou complementação; análise de procedimentos em que tenha ocorrido decadência ou prescrição; proposição de medidas e fluxos de trabalho para otimizar a tramitação dos procedimentos e alterações ou adequações nos protocolos existentes; solicitação de apoio técnico, logístico e de pessoal à DGPC; e a apresentação de relatório final com conclusões e sugestões.
Em 10 anos de criação da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, a primeira do Brasil, a DEAM já registrou quase 80.000 boletins de ocorrência. De todos os autores de feminicídio cometidos na Capital nesse período foram identificados, indiciados e presos e, somente um, encontra-se foragido.
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