Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
A prisão preventiva de Daniel Vorcaro e o congelamento bilionário de ativos marcam a ofensiva do STF contra suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos
Michelly Perez - 04/03/2026 • 10:10
Foto: reprodução – internet
O setor financeiro brasileiro amanheceu sob forte pressão nesta quarta-feira (4). A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, tendo como um de seus principais alvos o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), investiga a atuação de uma organização criminosa que operaria através de crimes de colarinho branco e invasões tecnológicas.
O detalhe que mais chama a atenção na decisão do STF é a magnitude das medidas assecuratórias: o Judiciário determinou o sequestro e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões.
Segundo a PF, o objetivo é interromper imediatamente a movimentação de ativos vinculados ao grupo e garantir a preservação de valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
O escopo da investigação desenha um cenário complexo de crimes interconectados. Estão na mira da PF:
Corrupção e Lavagem de Dinheiro: O suposto motor financeiro do grupo.
Invasão de Dispositivos Informáticos: O uso de ferramentas digitais para acessar dados de forma ilegal.
Ameaça: Práticas de coação para garantir a execução dos interesses da organização.
A operação contou com um braço técnico estratégico: o Banco Central do Brasil, que prestou apoio direto nas investigações. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em endereços de luxo nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Diante deste cenário, o STF determinou o afastamento imediato de cargos públicos de outros investigados, uma tentativa de neutralizar qualquer influência política que pudesse obstruir a justiça ou facilitar as operações do grupo.
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